
Tantas
postagens, tantas lamurias, tantos e tantas a chorarem, em choque
porque a Catedral Notre Dame ardeu.
Há
poucas semanas também ardeu Église Saint-Sulpice mas não
teve o impacto mediático deste triste acontecimento. Coincidências?
Coisas do acaso?
Quantos
e quantas se equacionaram do porquê de ter sucumbido face às
chamas. Que obras corriam de manutenção na catedral para que tal
pudesse acontecer. Quem era o responsável pelos trabalhos, assim
como a empresa executante das mesmas? A obra estava devidamente
licenciada? Cumpria todas as normas de segurança?
Fui
várias vezes a Paris mas nunca fui visitar nem a catedral em causa,
nem subi à Torre Eifel ou fui ao museu do Louvre. Reconheço o peso
histórico e a importância cultural dos mesmos mas gosto mais de
sentir o pulsar da vida nas ruas e avenidas monumentos da história
contemporânea de agora.
Todos
esses monumentos merecem o meu respeito, a minha admiração por quem
construiu todas aquelas obras. A catedral representa um poder secular
que hoje não admiro. A obra é património mundial pertença da
igreja, símbolo do poder religioso sobre reis e imperadores e já vi
o presidente francês anunciar a decisão de a reconstruir, será por
fé na religião ou nas receitas do turismo?
Se
voltar a Paris não irei visita-la, tal como nunca depois de Abril
fui visitar o Monumento Nacional que é o Forte de Peniche, também
ele símbolo de um poder indigno da minha admiração, sendo seu
opositor pretendendo esquece-lo de forma viva e não perpetuando a
sua memória.