O dia das eleições já passou. Segue-se-lhe um outro dia em que a hipocrisia sai à rua em festejos oficiais. Às vezes penso no que escreveria o poeta desta corte republicana que se passeia pelos corredores dos palácios. Pelo certo também o iriam desprezar talvez mesmo o prendessem nas novas masmorras a exemplo do que lhe terão presumivelmente feito os jesuítas inquisidores daquela época.
Coitado do Luís, que dele se servem os descendentes dos que o ostracizaram e deportaram para marés e terras distantes, valendo-lhe a amizade de fidalgos amigos que o trouxeram de novo à terra mãe para mais tarde o livrarem da fogueira a ele e ao original da sua obra.
Presumivelmente estas possíveis verdades incomodando a nova nobreza reinante dita democrática e republicana em união de facto com a ortodoxia religiosa impedem que se célebre com honra os quinhentos anos do seu nascimento.
Quanto ao que se passou no dia anterior, ou seja, da votação sem anteriormente ouvir um segundo o que uns e outros disseram, também não ouvi nada pós resultados; que terão dito os chefes e os cabeças de listas já nada me incomoda porque todos na verdade ganharam apenas o país duvido que tenha ganho. Cumpri o meu dever de cidadão. Feliz também por minhas filhas terem cumprido com o delas, votando. Eu pertenço à minoria que votou pela PAZ na Europa de Lisboa aos Urais, é essa a minha Europa e não a organização de Estados Europeus submissos e lacaios dos imperialistas americanos amantes de guerras e genocídios.
Aos que me irão acusar de putinista ou mesmo comunista digo já que sou demasiado pequeno-burguês para ser comunista, sou republicano mais à esquerda e não ao centro, português europeu do sul, respeitando crenças religiosas e costumes; sou tão anti Putin como anti americano, contudo, compreendo e respeito a intervenção militar da Rússia na Ucrânia como forma de defender as populações russas que viviam no Donetsk e Lugansk na região de Donbass dos constantes ataques com que os nazis ucranianos as vinham martirizando desde 2014, ano em que os imperialistas americanos promoveram o golpe de estado na Ucrânia colocando no poder homens de sua confiança reféns dos vários grupos nazis existentes e fomentados pelo designado ocidente democrático.
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