quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

29.06,24

 

Sentado à mesa procuro ordenar ideias. A manhã apresenta-se de céu compacto, cinzento e húmido sem vento.

Sem ver televisão nem dar atenção às notícias que a rádio pública difunde, vivo, continuando a não sentir necessidade de lhes dar tempo de atenção, já que para o patronato que os domina e controla só existe uma versão, a deles, o contraditório é coisa de gente com problemas psíquicos, gente subversiva e perigosa a soldo dos inimigos do ocidente Atlântico. Pelo que vejo nos jornais e na rede social que ainda frequento entretêm o pessoal com o que se irá passar nas eleições americanas que muitos consideram o país da liberdade incapazes que são em analisar que a tal dita liberdade não é mais do que um partido único com duas secções, uma designada de democrata e a outra de republicana, que de X em X anos apresentam ao mundo a respetiva farsa, já que quem manda de facto são seres sem alma designados como gestores dos interesses expansionista de um modelo liberal sem regulamentação que facilite a exploração do trabalho e da natureza pelo capital ambicioso e ganancioso que representam.


Ainda faltam uns dias para me ir embora e já sinto alguma tristeza por ir deixar não só os tomateiros, videiras, aipo, pimenteiros, curgete, árvores (laranjeira, oliveiras, figueira e tangerineira) mas também está pequena casa onde tenho os meus antepassados, um canto que sendo fisicamente pequeno é maior do que muitos palácios.

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