Falam.
Ao falar dizem coisas. Acusam-se disto e daquilo. Dizem e falam
coisas, muitas coisas até. O importante é dizerem coisas.
No
nosso regime democrático existem poderes consignados aos diversos
órgãos de soberania por uma Constituição que se saiba em vigor
(poder presidencial, executivo e legislativo). Assim, votamos
directamente para elegermos o Presidente da República (poder
presencial). Assim, votamos directamente para eleger deputados de
partidos políticos para a Assembleia da República a qual tem o
poder legislativo, e, aprovar a formação política que irá ser
Governo (poder executivo).
Estamos
no meio de uma guerra de pandemias (viral e económica) num processo
Constitucional de eleição directa do futuro Presidente da República
no próximo domingo faça sol, chuva ou vento.
Os
candidatos fizeram-se à vida, uns mais cumpridores das regras de
distanciamento recomendadas e outros não, marimbam-se para as regras
aconselhadas pela DGS.
DGS que
segue as recomendações da OMS.
Os
candidatos ao fazerem-se à vida dizem coisas. Acusam-se inventando
cenas e coisas. Inventam, criam factos que lhes deem mais notoriedade
do que a normal. É usual.
Infelizmente
já estamos habituados. Jornalistas em trabalho precários esmeram-se
nas reportagens para agradarem aos chefes, directores e patrões.
Assim, os que decidem e mandam mostraram-nos as coisas que depois do
corte e costura necessários aos seus interesses, os candidatos dizem
de suas coisas parecendo aos mais atentos que a quase totalidade dos
candidatos não concorre para Presidente mas sim para o Governo. O
tal poder que elegemos indirectamente quando directamente escolhemos
deputados partidários que agora não estão a ser
eleitos.
É da Presidência da República que se trata. Não de eleger
Governo.
Há
sempre excepções. Uns melhores que outros. Tudo depende. Há quem
fizesse, dissesse de suas coisas, quase invisível, quase ignorado
pelos que decidem o que devemos ver e saber, que centralizou a sua
acção nos poderes que a Constituição dá ao Presidente para que
este possa zelar pelo seu cumprimento. Há até quem quase não
precisasse de fazer campanha. Tem amigos nos tais que mandam e
decidem que tratam da sua campanha todos os dias há muito tempo,
muito antes de ser candidato.
Domingo
dia 24 lá iremos eleger votando “uma cabeça um voto” sem
diferença de raça, de cor, de sexo. Porque é assim que a nossa
democracia consignou na Constituição. Aquele que ganhar com maioria
será o Presidente da Republica Portuguesa. Se será o Presidente de
todos os portugueses logo veremos, mas ainda não existiu nenhum que
agradasse a todos os portugueses porque a própria definição de
«todos os portugueses» esta carregada de utopia.
Vivemos
em Democracia. Temos de aceitar e respeitar as regras do jogo
democrático. Mas, também temos o direito e a obrigação por amor à
Liberdade democrática de combater e derrotar quem não respeita a
Constituição que nos rege.
Votem
bem! Votem com segurança e confiança na vossa escolha! Os vírus
que andam no ar e em terra não nos irão vencer!