sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018


Porque é que há pessoas e organizações que continuam a remar contra a corrente normal da vida em sociedade, por forma a que muitos dos crentes e seguidores dessas organizações, se possam sentir limitados, desiludidos ou mesmo até revoltados com o que ouvem aos seus líderes, e a exemplo do que vem acontecendo há anos saltem para a margem mais próxima, deixem de ser cumpridores de todas as regras e normas, ditadas por quem vive, uns de forma personalizada, ditatorial, outras de forma ausente da realidade como peixes fora de água.
Vivemos um tempo em que o futebol, a justiça, a política e a religião, parecem tão iguais, nas acções e dizeres, tão cinzentos sem cor nem alegria. Depois, virão “papagaios” com carteira de jornalistas avençados, contarem-nos histórias de um estudo elaborado por uma revista qualquer do mais cientifico que há sobre a matéria, dizer que somos um dos povos europeus mais tristes. Infelizmente, depois ... não nos dizem o porquê. Tudo isto é fado, um fado triste e sonolento. Vive-se e sobrevive-se a este triste fado pelo gosto e pela vontade de vivermos, de podermos criar ainda, a nossa própria realidade bem mais colorida, face ao que vemos, ouvimos e lemos.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018



Às vezes o vento na sua correria faz-me pensar, porque corres tanto ao vento? nessa correria que parece louca, levas para longe a chuva que deverias ter trazido ou te esqueces dela em algum outro lugar. Limpas a poluição no seu estado gasoso é certo, mas deixas os campos mais secos de humidade do que já estavam.
Não corras tanto o vento, trás-nos a chuva de que tanto necessitamos para podermos continuar a nossa luta por um ambiente menos poluído e mais teu amigo, onde tu te possas deslocar sem estas depressões tão cavadas, onde nos possas visitar e levar para outras paragens a poluição e as pragas de vírus, bactérias e fungos, que tanto dinheiro dão aos que te tão mal te tratam.
Não corras tanto o vento, vê lá se nos encaminhas nuvens que nos tragam a abençoada chuva de forma serena e abundante para que tudo na natureza possa continuar a renascer de forma sustentável.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Tudo isto é fado. Um fado triste e sonolento. Vive-se e sobrevive-se a este triste fado pelo gosto e pela vontade de vivermos, de podermos criar ainda, a nossa própria realidade face ao que ouvimos, lemos e vemos.
Prometem-nos quase tudo, dando-nos biscoitos como eu dou à minha cadela Sacha para que ela faça só aquilo que eu lhe ensino a fazer. Também por vezes ela me olha colocando a cabeça de um lado e depois do outro como que a querer entender o que eu quero que ela faça ou como a quero limitar na sua liberdade de acção. Prometem-nos mas logo mais à frente justificam o não cumprimento das promessas prometidas com novas promessas de bem estar, de vida boa para todos. Tudo isto é um fado triste, sonolento e longo que nos cantam e ensinam desde as escolas.
Continuamos com a saga do frio. Só nos falam do frio que parece estar sempre para chegar. Sobre a chuva que não cai nem uma palavra. Sobre a seca que perdura nem uma opinião ou ideia. Apenas frio e frio.
Ao sair espreitei o céu por detrás dos cogumelos de betão, olhei a Estrada Nacional 10, o telhado do supermercado e fui como o faço todos estes dias de inverno quando não chove. O frio esperava-me na rua para me fazer companhia na minha caminhada. Um frio de Fevereiro normal sem geada fora da zona habitacional, um frio verde, qual amarelo e muito menos branco.
Ligo a televisão e lá sou bombardeado com as histórias do frio. Políticos de vários matizes aproveitam o frio e fazem da miséria vergonhosa que é a existência de sem abrigos nas suas cidades acções de caridade piedosa, só faltaram as selfies. Tudo serve para promoções televisivas.
Como só consigo ver um canal de cada vez, não consegui saber se os da SIC tinham dado imagens ou notícias ontem sobre aquilo que eu considero uma boa notícia para a nossa economia. Nos jornais matutinos apenas o pasquim que usa o I como identificação, fala mas de uma forma negativa a mostrar o azedume e a raiva perante uma boa notícia. Efacec, a maior empresa no seu ramo, capitalizada e salva depois de vários anos a ser gerida por amiguetes da política caseira, foi capitalizada há bem pouco tempo pela empresária angolana Isabel dos Santos, continua com o saber e a inovação das suas gentes a trabalhar e a inovar, inaugurando mais uma unidade de produção, um investimento de milhões, que lhe permitem continuar na frente do pelotão nesta quarta revolução industrial. Talvez se o maior accionista, que é a Isabel dos Santos, fosse chinês ou americano e em vez de apenas lá ter estado e bem o Ministro da Economia, lá estivesse todo o Governo com o Presidente da Republica na primeira fila. Para os nossos lideres comunicacionais o capital também incorpora preconceitos tristes.
Além do frio, aí temos a fazer primeiras paginas o pequeno candidato a ditador narcisista de Alvalade a bombardear-nos com as suas tristes ideias de poder quase absoluto «eu sou o salvador, sem mim não há nem Sol nem Lua só o Diabo, só e apenas comigo a bola é redonda e o verde é a cor da esperança». Será que o pequeno candidato a ditador narcisista não percebe que esta a fazer um grande favor ao seu vizinho da segunda circular, a quem infelizmente chama de inimigo, ou será que também ele estará à espera de um telefonema… Triste sorte a de muitos sportinguistas que acreditam e vão atrás do populismo barato e perigoso do pequeno candidato.
Outra imagem triste é a figura que um Ministro que se diz do Ambiente continua a fazer com o problema da poluição do Rio Tejo. O rio, as populações ribeirinhas, o cidadão comum, o ambiente o que gostariam de ter era há muito políticas firmes que obrigassem as industrias e os conselhos ribeirinhos a só poderem lançar no rio as águas residuais devidamente tratadas das suas ETAR’s.
O seu colega do anterior governo tratou muito mal a questão ambiental mas safou-se como o ministro do saco de plástico e lá foi promovido para um bom tacho. Esperávamos que também no seu ministério pudesse haver mudança de agulha, reversão nas políticas seguidas pelo anterior governo, mas tudo parece continuar na mesma, em nome de uma falsa concorrência onde tudo se permite aos empresários e seus agentes mais gananciosos, poderosos, face aos empresários que cumprem as disposições sobre a defesa do ambiente, e assim se matam impunemente ecossistemas de valor incalculável.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Face ao frio que vem do exterior pelo ar, face ao frio triste das notícias sobre a saúde do Rio Tejo, somos entretidos com as notícias da Procuradoria Geral da Republica sobre processos em curso, que alguns “bufos” no e do Ministério Publico, põem criteriosamente cá fora antes das ocorrências, violando impunemente duas regras fundamentais, a do segredo de justiça e a da concorrência entre jornalistas e órgãos de informação. Sobre estas infracções quem de direito deveria actuar aos costumes diz nada e lava a mãos, “cá vamos cantando e rindo, tudo a bem da nação, a verdade é só uma ...”
Dizemos que no nosso Estado de Direito, à justiça o que é da justiça, à política o que é da política e ao futebol o que é do futebol, mas o facto que é que parece haver actores que justificam o podermos dizer que, isto anda tudo ligado.
A meteorologia mete-nos medo com o frio, como se o mesmo não fosse normal nesta altura do ano. Falam do frio que esta para chegar, mas esquecem-se da chuva que não há meio de chegar.
A figura governamental que dá pelo pomposo nome de Ministro de Ambiente, anda entretido com os seus assessores a estudarem a forma de nos enganarem com as medidas a anunciar para a poluição do Rio Tejo, vão entretanto dizendo que o nível de oxigénio das águas em Abrantes esta a voltar ao normal. Nunca nos mostraram factos que comprovassem estar a Central de Almaraz em condições de segurança. Disse-me um vizinho pescador de barragens que um dia foi com outros amigos para a barragem de Alcantara em Espanha (em cuja albufeira esta localizada a Central Nuclear de Almaraz) mas o peixe que apanharam não prestava pois de tão mole nem para os gatos serviu. Contudo o senhor Ministro deve ter bebido água de uma outra fonte que não da albufeira. Isto é, perante os espanhóis de Madrid foi fraco e mole.
Estas últimas semanas com a desgraça ocorrida no Tejo mostra mais uma vez ser fraco e mole, sem pulso para dar um murro na mesa e acabar de uma vez com o poder das celuloses ao longo do rio. Quando a barragem de Fagilde quase secou, veio à televisão e os seus homens desencadearam a mais triste campanha de televisão para a poupança de água. Tão pobre e triste que durou nem uma dúzia de dias, e a seca continua.
Com a legionella a ultrapassar os limites normais de controle, e a trazer pânico às pessoas pelas notícias nem sempre sérias, lava as mãos, como se o problema da bactéria fosse só e apenas um problema do seu colega Ministro da Saúde e não um problema ambiental. O seu colega do anterior governo tratou muito mal esta questão mas safou-se como o ministro do saco de plástico. Esperávamos que também no seu ministério pudesse haver mudança de agulha na política seguida pelo anterior governo, face ao poder das industrias poluidoras que não cumprem com as disposições de segurança das suas águas residuais. Mas tudo parece continuar igual ou seja de acordo com os desejos dos industriais mais gananciosos, porque felizmente ainda há industriais que também de preocupam com o ambiente, mas a esses o senhor não garante igualdade de condições e de concorrência face aos outros que não cumprem com os preceitos legislativos de segurança ambiental.
Há ambientes muito difíceis de compreender e o senhor Ministro é um deles.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018


São os circuitos de águas quentes sanitárias, os sistemas de arrefecimento por schiller, propiciadores da existência e desenvolvimento da bactéria legionella.
Ela existe na natureza faz parte do nosso meio ambiente e é inofensiva até ser por nós respirada e se alojar nos nossos pulmões. Quando isso acontece a nossa saúde sofre bastante podendo mesmo, chegarmos ao fim à nossa existência.
Há leis e normas que regulamentam os cuidados a ter para evitar que a sua presença possa causar danos à nossa saúde. Falar, discutir, defender que a lei proíbe a sua existência, que se as empresas que não cumpram essas normas são mais ou menos penalizadas, não dá saúde aos infectados, nem acaba com o problema que a sua existência pode causar à nossa saúde.
Com obrigatoriedade ou sem obrigatoriedade de comunicar a sua existência nas instalações, ao Instituto Nacional de Saúde Publica, a legionella existe e é combatida normalmente por duas vias, a sobre-dosagem de cloro nos circuitos de água quente sanitária e o chamado choque térmico (que consiste em subir a temperatura da água a uma elevada temperatura, o que nas instalações hospitalares nem sempre é fácil de controlar, algum dos doentes internados pode ir à casa de banho nesse período e ao utilizar a água quente pode sofrer queimaduras.
Disse-me um engenheiro responsável pela manutenção de uma grande superfície no centro de Lisboa que utilizando os processos químicos e o choque térmico tinham a presença da bactéria controlada, mas verificavam que a mesma ao fim de dois a três meses de levar tratamento com determinada composição química se adaptava e sobrevivia. É pois um bichinho perigoso quando a respiramos nos aerossóis que andam no ar, o seu modo de transporte fora do seu habitat normal, as canalizações de águas quentes sanitárias e as torres de arrefecimento.
Não sou químico,  muito menos engenheiro, mas tenho experiências bastante positivas no combate hospitalar e não só, à tristemente famosa bactéria legionella.
Sem produtos químicos, sem choques térmicos, o anel Wellan2000 colocado nos circuitos com retorno ajudou ao despiste das colónias de legionella em hospitais públicos e num ginásio municipal. Pelo seu modo de funcionamento por bio-sinais, processo físico, sem químicos, sem gastos de energia ou de manutenção, nem de instalação, o simples e complexo sistema do anel Wellan2000 contribuiu para a despistagem da bactéria legionella. O sistema só por si não nos permite afirmar que garante o despiste total mas ajuda de forma efectiva a que as instalações se tornem saudáveis sem corrosão e oxidação e sem bactérias a desenvolverem-se nos seus biofilmes de matérias orgânicas de base ferrosa.
Contudo, o cepticismo perante o modo tecnológico do seu funcionamento, ainda é a regra geral no pensamento de muitos responsáveis que nem o teste de comprovação autorizam que se faça nas suas instalações, mas nós cá estamos prontos para ajudarmos quem se disponha a fazer pelo menos o teste de comprovação sem custos nem encargos, porque o saber da experiência assim nos tem ensinado.
Sermos cépticos perante uma nova tecnologia é normal, ver para acreditar também o é ou será, mas não tem sido fácil.






Antigamente, no tempo em que a liberdade estava amordaçada, os jornais afetos ao poder oligárquico de Salazar-Tomás-Caetano usavam notícias falsas para meter medo aos seus leitores, comiam criancinhas ao pequeno almoço aqueles que possuídos pelo diabo queriam que Portugal fosse um estado subordinado aos interesses dos russos nesse tempo denominado de comunistas-soviéticos. Os que não eram afetos ao regime liam os outros jornais exercitando os seus neurónios na busca de informações que os homens do lápis azul tinham deixado passar nas entrelinhas, por descuido ou ignorância.
Com a vitória do Movimento Militar dos Capitães, em Abril de 1974, instaurou-se a quase total Liberdade, uns querendo instaurar a utopia, outros querendo controlar à maneira dos soviéticos as estruturas do Estado, outros saudosistas queriam que o tempo voltasse para trás, outros ainda sob a capa de uma tal social-democracia uniram-se e aproveitando o poder que os militares mais moderados tinham no dividido MFA, criaram as condições para que a normalidade democrática do capitalismo se fosse instalando e tomasse conta de todas as estruturas do Estado, com os militares a entregarem de mão beijada aos políticos o poder que anos antes tinham conquistado com o risco das suas vidas, e dado aos portugueses.
Ainda a vida política não estava totalmente controlada, calma e serena, de mão beijada fomos aceites como um país aderente à hoje designada União Europeia, para tanto os amigos poderosos que controlavam Bruxelas adoçaram-nos com toneladas de dinheiro para podermos sair do marasmo económico e termos estruturas publicas a nível europeu. O dinheiro chegou e com ele o abandono dos campos, de muitos barcos de pesca, as vilas e aldeias as despovoarem-se a caminho das cidades que cresceram a ritmos nunca vistos, construimos estradas, auto-estradas, escolas publicas secundárias em todos os concelhos, universidades do saber e da excelência em várias cidades, hospitais em quase todas as cidades, levou-se a luz elétrica a todas as aldeias e lugares, os campos de futebol deixaram de ser pelados e passaram a ser relvados, não há concelho que não tenha piscinas publicas e outras instalações de apoio desportivo e social, o país mudou, modernizou-se e a vida das populações deu um salto qualitativo, o país lavou a cara e voltou a viver a sua vida calma de publicas virtudes e brandos costumes.
Quantas das toneladas do dinheiro vindo foram aplicados no desenvolvimento das nossas infraestruturas industriais? Dos nossos barcos de pesca e pescadores? Quantas? Muito poucas ou nenhumas! Também não era esse o interesse dos poderosos de Bruxelas quando nos levaram e aceitaram no seu seio. Eles já tinham essa capacidade industrial criando excedentes que era preciso colocar, já tinham e possuíam vacas-leiteiras a mais, batatas em excesso, vinho bom e outro fabricado para exportar, tinham excedentes de frutas para vender, afinal eram eles que também precisavam de nós como extensão do seu mercado, mas nós nunca soubemos olha-los nos olhos, defender o que produzimos bem e com qualidade, não soubemos defender o nosso mar, sempre nos vergamos aos poderosos de Bruxelas, sorrindo e pouco mais.
Em nome do bem estar e do desenvolvimento os tais da tal social-democracia começaram a venderam-nos a ideia que ter empresas publicas era mau, era contra as normas da concorrência. Quer dizer que depois de nos termos aplicado a eletrificar o país, construir hospitais instituindo um Serviço Nacional de Saúde que alguns dos poderosos de Bruxelas invejam na sua soberba ao olharem-nos com inveja, depois de construirmos as escolas para dar oportunidades de estudo a todos os que vivem por cá… depois de nos modernizarmos recorrendo quase sempre ao endividamento externo havia que chegar o xeque-mate com pezinhos de lã, privatizar a palavra de ordem, dar de mão beijada aos antigos e novos senhores representantes do capital, aquilo que estamos e vamos continuar a pagar, sempre em nome do progresso e do bem estar social.
Deram-nos novos canais televisivos, novas estações de rádio, com tudo isso os jornais elaborados por jornalistas competentes desapareceram e os que resistem obedecem a lógicas de tabloides sem o mínima preocupação de informar correctamente.
Quando aparece um Governo que para ter apoio parlamentar faz acordos com os partidos mais à esquerda, logo os bobos vem a terreiro gritar - ai daqui el rei peixe frito, é agora que vamos para o fundo do poço, onde o anterior Governo já nos tinha colocado com a ideia que aquele era o caminho sem retorno ou derivações. Perante a necessidade de venderem a alma ao diabo, (alma já não devem ter mas possuem muitos diabretes saudosistas e invejosos), aproveitam todos os pintelhos, todas as migalhas de coisas mal feitas por qualquer político do Governo actual para nos seus tabloides, jornais e canais televisivos, criarem o medo, a desconfiança, fazerem da possível hipótese o caminho virtual de uma luta contra a corrupção. Assim, dizem-nos que duas borlas no futebol isentaram um prédio de IMI. Não gosto da proximidade entre os políticos e os clubes de futebol, mas se é o Ministro das Finanças que dá o parecer sobre a cobrança ou não do imposto IMI, então já percebo porque é que estou há mais de uma semana à espera de pagar o Imposto de Selo de uma doação que me fizeram, é que entretido com o futebol o senhor Ministro ainda não despachou a dolorosa que tenho que pagar.
De há muitos anos digo que em nenhum Estado, em nenhuma Civilização existiu uma Justiça independente. A Justiça lacto senso, é em si a encarnação dos interesses das classes dominantes. Ela, Justiça, é o espelho da moral e da ética que vigora nessa sociedade organizada politicamente. Se olharmos para a nossa história recente é isso mesmo que vemos, todos os juízes competentíssimos dos tribunais plenárias do salazarismo-caetanismo passaram num toque de mágica a serem competentíssimos juízes nos tribunais da liberdade pós 25 de Abril. Hoje temos uma justiça, de letra minúscula, que nos faz fugir dela pelo descrédito e desconfiança a que os seus agentes a conduziram. Uma justiça ao serviço de uma classe dominante oculta, que não quer perder os seus privilégio de continuar a controlar a nossa vida colectiva.
Bem, depois temos os ressuscitar dos bufos, figura central da oligarquia salazar-tomáz-caetano e que passado este tempo de democracia, voltam a emergir no sistema como os camaleões se adaptam às circunstâncias na busca de bem servirem os seus donos ocultos.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018


Não sou contra tudo o que se vai fazendo de novo. Guardo para mim o poder não gostar, mas eu sou apenas eu, um ser que teima em pensar. Não sou saudosista, nem tão pouco fã de tudo o que hoje se diz serem tradições antigas, pois nem tudo o que era antigamente feito era bom ou de louvar, como disse não sou saudosista. Sendo um zero à esquerda e à direita da virgula em questões de arte e arquitectura, não vejo no património nacional por nós herdado o traço que tenha que ser seguido nos dias de hoje. Felizmente vive-se melhor hoje do que há quarenta anos atrás em quase todos os aspectos, embora não haja bela sem senão.
No início da obra questionei-me do porque ser ali o único lugar onde o foram construir. Logo ali onde existia a lagoa no Valcabeiro. Porque ali? A economia social é um bem, uma conquista da democracia e depois de feito a lagoa será apenas e só uma lembrança fotográfica e de alguns mais idosos habituados na dureza do verão ali procurarem água para os seus animais e para as suas hortas.
A Zebreira é uma terra de características diferentes de muitas outras. Normalmente todas as terras tem um largo onde pontifica a igreja e de lá partem muitas das ruas que as compõem. O largo da igreja é também na generalidade o largo principal das festas populares. Na Zebreira nada disso acontece, construíram a Igreja Matriz numa das pontas da povoação, longe da estrada nacional, do castelo e do chafariz publico, o largo da Igreja é hoje rodeado por casa carentes de vida onde os mortos mais abaixo são a sua companhia na esperança de uma outra vida melhor. O local das festas foi levado para terrenos já da Herdade do Soudo, fora da povoação e é por lá que hoje se concentram alguns dos bens sociais da população que resiste, luta e teima em aqui viver . E quando tudo parecia indicar que era por lá que a construção do Lar teria lugar, foi o mesmo efectuado numa outra ponta contraria da povoação. Não sou contra nem digo mal, pois até digo, bem haja a quem teve a ideia e lutou por ela, pois o meu pai e nós, até beneficiamos bastante da sua localização, a qual permitiu durante alguns anos a que o meu pai residente no lar pudesse ir quase todos os dias passar umas horas na sua casa à beira da estrada nacional.
E, o que era uma lagoa é hoje um bem social que a todos orgulha, pelo bem estar que trouxe não só a muitos dos idosos mas também aqueles que com o seu trabalho contribuem para o  bom nome da Instituição e da Zebreira ou Vila da Zebreira.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Lembras-te mãe, o pai também se lembra, que quando andava na escola em Peniche para lá da dificuldade de não ser capaz de fazer um risco direito, de cortar um pedaço de madeira em esquadria, o problema das notas era o português. Mesmo quando andei na seçção para fazer o exame de admissão ao Instituto Comercial o medo maior era a prova de português. Nunca fui bom aluno em línguas, as regras gramaticais sempre as estudei para de imediato se evaporarem da memória, é que nem decorando conseguia. Vocês aí onde estão, ou por onde andam, sabem disso tão bem como eu.
Hoje fico sem palavras quando me dizem que gostam do que vou escrevendo. Logo eu que não sei as regras gramaticais, que já procurei numa destas novas gramáticas da minha neta Maria para ver se as aprendia, mas mal comecei a ler logo desisti por não me enquadrar ou assimilar os novos nomes das coisas.
O pior é que nem sei o que dizer ou como agradecer os elogios de alguns amigos via face
Escrevo ao sabor dos dedos no teclado traduzindo as imagens que em mim passam e navegam, influenciadas pelos livros que vou lendo, talvez seja só e apenas isso, talvez seja uma outra forma de fazer fotografia, sei lá.