O que
me ri ontem com a lata do mentiroso aldrabão candidato a
primeiro-ministro concorrendo a presidente.
Ventura,
um eunuco sabujo e truculento, que não tem educação democrática
para ouvir um adversário político quanto mais respeitar a Liberdade
de todos.
Vitorino,
candidato com a sua simplicidade ao iniciar o seu tempo de
intervenção ao relembrar o acontecimento ocorrido no dia 05 de
Janeiro de 1961 em Peniche (fuga de presos políticos da prisão de
alta segurança do regime no Forte de Peniche) encostou o eunuco
truculento Ventura às cordas, para de seguida dar outra profunda
lição, não só ao eunuco como ao moderador, quando tira do bolso e
coloca as diferentes pedras em cima da mesa. A certa altura o
candidato Vitorino teve de relembrar ao jornalista moderador os
poderes do Presidente da República. Tristeza.
A
Democracia está doente.
Os
eunucos sabujos e truculentos têm hoje no país espaço mediático
não só por culpa dos políticos governantes, com erros contínuos
cometidos em acções contra ou ignorando o espírito da própria
Constituição que juraram cumprir, mas muito pelo apoio que os
donos, administradores e directores dos órgãos de comunicação, em
especial os televisivos, lhes dão, não só ao eunuco truculento
Ventura como a alguns não poucos peçonhentos comentadores que por
lá medram, intoxicando e criando outros vírus piores que o covid-19
para a saúde mental de quem lhes dá ouvidos.
A
Democracia ao fim de 47 anos cumpre com todos os seus defeitos um
ciclo de tempo igual à tenebrosa noite que Salazar e Caetano
impuseram ao país com mão-de-ferro não olhando à forma nem aos
meios para manterem os cidadãos com sonhos de liberdade e de outras
condições de vida acorrentados à miséria instituída como
salvação nacional para os brandos costumes e as públicas virtudes
da sua ideologia de partido político único sobreviverem.
Os
eunucos truculentos e todas as figuras peçonhentas que medram nos
canais televisivos têm saudades desses tempos tenebrosos, lutam com
as suas armas, as suas basucas de mentiras e meias-verdades, com os
seus ódios à Liberdade e à Democracia há muito guardados em
cofres de offshore e bons tonéis de bom carvalho francês.
A
ideologia por muitos ignorada do apregoado capitalismo civilizado,
aceite pelos governantes como única alternativa ao desenvolvimento
económico, tem para os detentores do capital como para seus
mandatados gestores o objectivo único do lucro, trazendo ao país
que ainda somos, não só baixas qualificações profissionais, como
um sempre constante exército de desempregados à disposição dos
baixos salários, de
fracas condições de trabalho, de ausência de futuro estável para
os jovens, criando desse modo custos continuamente acrescidos
à manutenção do pobre Estado Social, nas suas políticas
humanistas, que incapazes de diminuírem a pobreza social dão azo a
que os eunucos truculentos e outros peçonhentos venham a terreiro
iludir com mentiras e meias-verdades assertivas o grande exército de
cidadãos descontentes.
E,
assim vamos remando, cantando e rindo sem terra à vista que não
seja o constante carro vassoura.