domingo, 17 de dezembro de 2017

Mais um dia onde no calendário imaginário posso colocar uma “x” a relembrar os tempos da guerra em que jovens militares iam colocando a cada dia que passava um “x” Tudo isto porque a vida podendo ser o milagre da multiplicação constante das células, é ao mesmo tempo, uma guerra feita de batalhas constantes ao longo da viagem que vamos percorrendo, às vezes vivendo-a com alegria e felicidade e outras com preocupação, anseios e medos.
Mais um “x” sinónimo de renovação das forças e da vontade de vencer. O corpo por vezes cansado dos anos vividos parece querer desistir mas lá vai encontrando forças para com a ajuda da mente continuar a nossa marcha rumo ao futuro.
Não sei se os anjos existem ou não, mas acredito que possam existir pois acredito que a vida não acaba quando chega ao termino, há sempre um outro além depois deste navegar, há sempre alguém que nos vem segredar ao ouvido anunciando que a utopia em todas as suas formas pode ser realidade um dia. 
Uma janela que se abre. Uma porta que se fecha. Caminho no meu passo, olhando com atenção ao meu redor. Atrás de mim sinto passos apressados. Olho para cima, para o azul celeste do céu, como que procurando sinais da vossa presença amiga.
Agora, são as janelas que se fecham, mas, uma outra porta se abriu à minha passagem. De dentro chega a luz da lamparina que alimenta a esperança e dá força à vontade de continuar esta luta de muitas batalhas que é a vida.

O amanhã será jamais como o ontem e o hoje é o primeiro dia do resto da minha vida!
Se ontem, dia quinze, fez quarenta e cinco anos que parti naquele que foi o meu baptismo de voo, hoje faz precisamente os mesmos quarenta e cinco anos que pisei pela primeira vez as terras de cor avermelhada de Luanda. Para trás tinham ficado a minha mãe e o meu pai de quem não tivera a coragem de me despedir. Pelo caminho quer no comboio quer na viatura militar vi a casa onde os meus pais moravam nos Olivais Sul, a minha casa até ao dia em que me apresentei em Mafra para o serviço militar. No aeroporto nas despedida apenas o meu irmão e os primos de Azambuja. Ao subir as escadas para o avião voltei atrás e numa ultima despedida de meu irmão disse-lhe «se eu morrer já sabes o que tens a fazer». Depois no fundo da memoria vejo a aproximação do avião à costa e em seguida à pista e não encontro memórias de como fomos do aeroporto para o Campo do Grafanil, apenas me recordo de no final da tarde já na cidade procurarmos onde dormir. Grafanil um entreposto enorme de milhares de militares em transito, onde a alegria dos que deixavam o território se sobrepunha à apreensão dos “maçaricos” nos seus camuflados novos, sem compreenderem bem o que estavam ali a fazer naquela terra onde tudo parecia estranho e pouco acolhedor. Uma vaga ideia de que pela manhã apanhávamos uma viatura que nos levava para o Grafanil onde e como não me lembro. No Grafanil passávamos o tempo até voltarmos no final do dia à cidade, para à noite fazermos o circuito dos bares nocturnos da noite de Luanda onde as “pequenas” sentindo que éramos novos na cidade se sentavam ao pé de nós e nos falavam de queridos para que lhe pagássemos uma bebida e ou algo mais. Não me lembro sequer como e onde almoçávamos. Lembro e recordo os rissóis de camarão e o sumo de maracujá que comia e bebia na baixa de Luanda, em frente à cervejaria Portugália, onde à vista de todos as mulheres faziam o cambio dos escudos em angolares. Chegamos a dezasseis de Dezembro e meio perdidos por lá andámos até à madrugada do dia 21, quando já com os elementos que recebemos do recrutamento local pertencentes ao RI21 nos colocaram em cima de camionetas civis e partimos rumo à zona militar leste. No Mumbué outra companhia nos esperava ansiosos pela nossa chegada. À alegria deles correspondia a nossa apreensão.
Hoje, ao olhar para trás e ao relembrar as condições que nos eram oferecidas impostas, mas que, com sacrifício e ordem soubemos minimizar e humanizar, não sou capaz de ver como seriam as mesmas noticiadas pelos papagaios televisivos nos dias que correm.
Há dias que não se esquecem na vida e este é um deles. Hoje, faz 45 anos que partimos aprumados, tristes e apreensivos de Viana do Castelo em direcção ao futuro desconhecido das terras do fim do mundo no planalto central de Angola. Viemos de comboio até Santa Apolónia, de onde nos levaram em viatura até ao Regimento de Engenharia 1 no Campo Grande (hoje transformado por negócios em Universidade Lusófona) saindo depois de jantar para o aeroporto do Figo Maduro e dali para Angola em Força como mandavam os senhores da guerra, num avião da Força Aérea. A Todos um Obrigado por me aturarem desde Chaves, alguns, passando por Viana do Castelo até às terras do Mumbué, depois na Ponte de Zadi em Maquela do Zombo. Um Abraço civil a recordar tempos de militar à força de uma obrigação!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Diz a história que Jesus nasceu em Belém lá na Judeia, numa noite fria, apenas acompanhado por seus pais e os animais que naquele estábulo estavam. Assim nasceu a noite de Natal.
Recordo as noites frias da minha juventude, por vezes os quatro outras vezes os três porque o pai estava de serviço, tu mãe, enquanto fritavas as filhoses a que alguns chamam de coscorões, cantavas as canções da tua Beira Baixa ao Menino Jesus. Tudo era e foi sempre simples.
Depois fui crescendo, andei em grupos religiosos católicos e fui-me afastando quer da religião, quer do Natal. Hoje, a juntar ao meu não gostar de viver esta época de consumismo hipócrita, entro aqui no face e na minha caixinha de recados tenho uma que me leva à história do “Zé Maria, o 47”. Leio-a na sua totalidade no blog do seu autor.
O dia cinzentão adensa a revolta que sinto por todos os Zé Maria, por todos os Magalhães, por todos os que um dia foram mandados para a guerra dos senhores da guerra de então. Hoje a dez dias do Natal, quantos desses jovens cheios de sonhos e ilusões vivem e vagueiam pelas ruas das cidades, ausentes da vida cheios de desilusões, tendo por companhia as memórias doridas da mata, dos camaradas de guerra, quantos aos sons dos foguetes voltam aquela emboscada que deixou marcas para sempre. Alguns têm num canito rafeiro e abandonado a sua única família.
Ausentes, abandonados, repudiados até por muitos, vagueiam e caminham pelas ruas iluminadas da cidade grande, homens antigos combatentes, “carne para canhão” enquanto jovens. Hoje, mal cheirosos, sujos e incomodativos para os novos senhores do poder em democracia.
Vão chegar os discursos natalícios e de passagem para o ano que dizem ser novo, porque muda um numero apenas. Homens do poder religioso e dos poderes laicos, irão botar discursos e votos preenchidos por palavras bonitas, na maioria vazias de humanismo, apenas bonitas como as luzinhas que acendem e apagam e pouco mais. Nem uns nem outros irão ter uma palavra de apreço, de reconhecimento para com todos os antigos combatentes que um dia foram um número e hoje, ausentes vagueando pelas ruas frias das cidade até esse número perderam.
Felizmente o meu vaguear ausente desta época é outro bem diferente. Por Solidariedade a Todos os Antigos Combatentes que vagueiam solitários abandonados pelas ruas da cidade, para mim não há Feliz Natal! Apenas e só silêncio e lembranças boas e felizes da vida, que as tenho.

Eu, o 04420571

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Se assim é, a ser verdade, o político quando ocupa lugares de governação tem de ter uma vida transparente na sua globalidade, ou seja, deixa de ter vida privada privativa. Primeiro por respeito a quem nele confiou para o cargo. Segundo porque as suas possíveis aventuras amorosas podem ser de alto risco, como parece ser o caso. Por último porque os cidadãos que votam nas eleições, independentemente do partido em quem votam, têm de ser respeitados por todos os políticos quer governem, quer estejam nas Assembleias.
Um político que não saiba distinguir os interesses do país dos interesses do coração, ou da conta bancária, não merece ter a consideração de quem pensa que a Política ainda é uma causa nobre.
Ao sujeitar-se ao ridículo de andar a ser falado por aí como um "gajo" que doava dinheiros públicos para ir passar umas noites cor-de-rosa com a "senhora" desacredita o Governo de que faz parte, o partido a que pertence, dando azo a que todos os anti-democratas, digam e criem a ideia de que os políticos são todos iguais, quando isso felizmente não é verdade.
É triste! E, não me venham com a história de que a vida privada só a eles diz respeito. Quando se mistura política, férias cor-de-rosa e dinheiros públicos, perde-se o direito à privacidade. Não deve haver respeito por quem não soube respeitar, o lugar que ocupava no Governo, nem os muitos Zés Contribuintes que com sacrifício pagam os seus impostos para que os mesmos sejam bens geridos colectivamente.
Perante estas tristes cenas, vêm-se sempre à memória o saudoso amigo Major Blasco, quando em 1972 um dia em Viana do Castelo no final do IAO, chamou os Aspirantes a Oficiais Milicianos, e nos perguntou quantos analfabetos, quantos sabiam ler e escrever, quantos órfãos tínhamos no nossos Grupos de Combate, quantos dos nossos soldados eram casados, quantos tinham filhos, mulheres ou namoradas grávidas… e, perante o nossos desconhecimento, nos chamou todos os nomes usados na gíria militar sem que algum de nós tivesse ousado dizer alguma coisa. Serviu-me de lição e é assim que ainda hoje vejo o Serviço da Causa Pública.
A serem verdade as férias pagas com dinheiros da IPSS Raríssimas, deveria o Partido Socialista tomar uma atitude firme e auto-exclui-lo de toda e qualquer actividade política. O que eu duvido que vá acontecer.
Só saem é senas tristes no baralho das cartas sujas.


 Esta decidido e a hora aproxima-se. É a vida Mia. Chegaste até mim num mês de Novembro e agora despedes-te no mês de Dezembro. Foram anos de uma amizade cúmplice em que soubemos partilhar os como e os porquês, no nosso silencio, no teu miar baixinho. Nesta despedida só eu tenho lágrimas, tu já só desejas acabar o sofrimento destas últimas semanas. Primeiro foi o cão Onix, depois o gato Jeremias, contigo a chegares para fazeres companhia à gata Pequenina que acabou por nos deixar pouco depois de tu chegares. Depois chegou o cão Master e também ele acabou por nos deixar. Hoje terminaste tu esta tua viagem, para num amanhã próximo chegar a Chiquita. Não, não virá substituir-te porque nenhum de vocês que partilharam a vida comigo é substituível. Ela virá porque assim aconteceu num impulso para que a tua ausência possa ser preenchida mas nunca substituída. 
 


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Vi as instalações da IPSS Raríssimas na Moita começarem a ser construídas. Passava todos os dias por ali com o meu amigo nas nossas voltas de manhã ou no final da tarde. Lembro-me de ouvir uma senhora da Associação promotora da ideia daquela obra, falar na televisão dos problemas que estavam a ter para financiar a mesma, tão urgente e necessária aos pais cujos filhos são portadores de doenças raríssimas.
Felizmente não conheço ninguém dos órgãos quer directivos, quer de assembleia geral, conselho fiscal ou outros órgãos consultivos da IPSS Raríssimas. Reconheço a sua utilidade e como tal deve ser apoiada pelo Estado através do Orçamento, ou seja, através dos nossos impostos directos ou indirectos.
Desde as reportagens televisivas sobre a morte infeliz de instruendos no Regimento de Comandos, ou dos “desgraçadinhos” do Grupo BES, que procuro de imediato entender os motivos e interesses que poderão estar por trás dessas reportagens, porque não há almoços grátis.
Quando ouvi a reportagem já em segunda edição, cheirou-me logo a queimado. Infelizmente neste país, as publicas virtudes e brandos costumes ainda pesam muito, ainda fazem escola com mestrados e doutoramentos nas sete sais que o Estado veste.
Na política, como nas carreiras profissionais esta instituída a ideia de um curriculum valioso é aquele que apresentam muitas folhas escritas. Políticos responsáveis alinham nesta ideia onde o que interessa é “fazer curriculum” mesmo que seja apenas e só, dar o nome para facilitar o acesso dessas organizações onde há um amigo, ou um conhecido de um amigo, às benesses dos subsídios e subvenções estatais.
Assim, em vez de se julgar na Justiça os actos de gestão, presumivelmente danosos face ao objecto social da instituição. Em vez de, face às presumíveis irregularidades noticiadas, suspender a dita senhora directora das suas funções já que a mesma não o fez, alimenta-se a fogueira mediática com declarações de inocência, de não se ter conhecimento etc e tal. Mas, o que andaram a fazer e para que servem os órgãos e serviços de fiscalização, quer da Instituição, quer da Segurança Social?
Felizmente tenho sempre o comando à mão para mudar de canal sempre que se vão referir ao caso da Raríssimas.
Não dou para o peditório em curso de levar políticos para a fogueira publica de julgamento popular. Quanto à senhora directora e aos actos de gestão praticados, como disse atrás, que seja suspensa das suas funções até apuramento dos factos. Caso se comprovem as notícias vindas a lume, que seja afastada e proceda à respectiva indemnização para com a Instituição; a não serem comprovados os factos, que seja reintegrada nas suas funções e os delatores terão de responder pelo que fizeram à senhora, à instituição e à política.
A Instituição IPSS Raríssimas é um bem social que tem de ser preservado, pelo respeito e solidariedade que nos merecem os seus utentes, as famílias beneficiárias e os colaboradores que honestamente lá trabalham.
Não dou para este peditório que esconde jogos de baixa política empresarial e incendeia antigos e tristes hábitos inquisitoriais.




Há políticos que muito falam, muito opinam mas nada acrescentam de valor, isto é, falam falam mas não dizem nada, são gentes de muita parra e pouca uva, mas é nesta pouca uva que podemos ver a qualidade do que nos querem dizer, fazer acreditar ou vender.
Há políticos que sem falarem muito, alcançam altas patentes no partido e na política, a exemplo de muitos funcionários públicos que entram e saem do seu local de trabalho sem emitirem qualquer opinião de valor, e calmamente progridem nas suas carreiras com as promoções costumeiras. Outros há que fazem carreira sentados nos lugares parlamentares, sempre prontos a levantarem o rabo da cadeira, quando o incomodo é necessário para darem a opinião anteriormente decidida pelo colégio parlamentar ou pelo partido. Dizia eu, darem a opinião favorável, contra ou de abstenção, sempre e quando o sofisticado sistema informático tem um “bug” ou simplesmente esta em baixo e faz greve de zelo face a depressão das ideias reinantes no hemiciclo.
Há ainda políticos que acreditam e lutam pelos seus sonhos ideológicos sejam eles mais à direita, mais ao centro ou mais à esquerda. Políticos que honram a função com esmero e dedicação.
Há assim políticos para todos os gostos e matizes. Uns mais sorridentes, outros mais simpáticos. Outros há com cara de poucos amigos, um com cara de quero-posso-e-mando-porque-eu-é-sei-e-não-leio-jornais, chegou a ocupar o poder e que por lá ficou até a Constituição o permitir. Bendita Constituição.
Há pois, em conclusão, políticos para todas as caldeiradas, uns melhores que os outros, não havendo o perigo de estarmos em presença de mais uma espécie em vias de extinção. A qualidade é que parece não obedecer às leis da conservação da energia, estando num estádio de perda preocupante para os amantes da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.
Mas o pior da Política não são verdadeiramente os políticos, eles são mais um bem, do que um mal em Democracia. Pior que todos os políticos em actividade política, são os políticos comentadores televisivos sem contraditório. Fazem-se passar por ex-políticos. Ora na política como numa guerra não há “ex”, porque não se pode deixar de ser aquilo que um dia se foi. Em qualquer sociedade não há Apolíticos. Como pode alguém que fez o seu modo de vida, de promoção social nas estruturas partidárias do poder político dizer-se aquilo que não é. Será sempre um político quer queira quer não queira. Ainda para mais quando sob a falsa capa de comentadores apolíticos, aproveitam todos os tempos de antena para debitarem e fazerem difundir as suas ideias ideológicas, defenderem amigos e amiguetes dos seus clubes partidários, lançarem picadelas venenosas sobre opositores políticos externos e facadinhas nos opositores do seu grupo dentro do partido a que pertenceram e pertencem.
No fim de semana passado preparei-me, fiz dieta para ter o fígado em condições de ouvir um conhecido político comentador televisivo. Como o espectáculo do jogo em Setúbal não me estava a agradar, não perdi a acção de propaganda política que o canal do sr. Balsemão produz todos os domingos. Ouvi com atenção, pois queria ver se iria reconhecer o erro do “veneno” que há uns meses difundiu sobre a possibilidade de o actual Ministro das Finanças poder ocupar o cargo de presidente num tal Eurogrupo em Bruxelas. No final, fiquei contente comigo mesmo, pois raramente lhe dou atenção. Há gente, há políticos que não se enxergam na sua mesquinhes. Com eles o tempo que se perde a escuta-los não vale um vintém furado. Infelizmente, para mim, dizem-me que o mesmo têm grande audiência.

Reconhecendo que há políticos honestos e decentes em todos os partidos políticos, da esquerda à direita e vice versa não esquecendo o centrão, será que algum dia vou acertar o passo com a maioria?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017


Lisboa final de tarde num dia de Dezembro. Desci do metro na estação do Rossio, mas sai para a Praça da Figueira. Gastei 5,0€ na Casa Campião no euromilhões. Há quantos anos não entrava eu ali. Penso que naquele tempo só havia lotarias e totobola. Praça do Rossio, Rua Augusta até à Praça do Comercio (Terreiro do Paço), muitos turistas, ouvia-se mais a língua castelhana do que nossa língua. É que em Espanha neste mês eles festejam feriados a 6 e a 8, logo aproveitam os “festivos”, fazem ponte, baixam a produtividade segundo alguns teóricos, mas vêm ver e conhecer Lisboa. Também havia grupos de catalães, estes talvez a sentirem os ares da independência face a Madrid.
Atravessei a Baixa, no Terreiro do Paço, olhei o por do sol para lá da ponte onde o rio e o mar se abraçam em comunhão. Como o tempo estava ameno e convidava a andar, dei corda aos sapatos e por dentro vim até Santa Apolónio onde apanhei o comboio suburbano.
Gostei do passeio. Lisboa em toda aquela zona sente-se uma cidade viva, voltada muito para o turismo é certo, mas não fossem os turistas e que seria daqueles prédio outrora degradados sem vida e hoje recuperados sentindo-se o rejuvenescer da urbe.
No comboio, o pessoal depois de mais um dia e uma semana de trabalho, seguiam com ar de cansados. Impressionante é a quantidade de pessoas que entram, permanecem e saem sempre ligadas ao telemóvel.