Hoje, melhor desde ontem que me apetecia
perguntar aos responsáveis da Câmara Municipal de Idanha a Nova,
qual a razão porque só promovem culturalmente e turisticamente
Monsanto, Penha Garcia e Idanha a Velha, deixando e esquecendo outras
aldeias, outras freguesias ao esquecimento?
Se
Idanha a Velha foi um polo importante na antiguidade clássica, se
por lá passaram e viveram vários povos (os Túrdulos 500 anos A.C.,
Lusitanos, Romanos, Mouros e Visigodos até chegarem os Templários)
também Salvaterra do Extremo, Segura e talvez mesmo o Rosmaninhal (o
cavalo era um símbolo Celta de grande importância que aparece na
festa de São João Batista em Monforte da Beira, em território de
Espanha e no Rosmaninhal)
já existiam aquando da formação do Reino que hoje é
Portugal.
Hoje
em dia não confesso nenhum credo
religioso, mas gosto de saber e
respeito todas as manifestações culturais de índole religioso.
Porque nunca vi, nunca li até ontem, nada que os Serviços da Câmara
de Idanha a Nova tivesse publicado, publicitado e promovido sobre a
história tão rica como é a celebração da Páscoa
em Segura com base na Santa Casa da Misericórdia de Segura? (mesmo
esta segundo me informou um Irmão
Provedor da mesma, a Igreja da
Misericórdia, onde meus pais casaram, teve
a última restauração realizada pelos
vizinhos espanhóis).
Que
“qui pro qu ós”
impedem os Serviços Culturais da Câmara de Idanha a Nova de olhar
com olhos de gente para a riqueza histórica dos
seus povos, das suas gentes
fronteiriças?
Será
que o centralismo lisboeta também contagia
à acção da Autarquia de Idanha a Nova?
Minha
avó paterna era de Salvaterra do Extremo, meu avô paterno era de
Segura, os meus avós maternos eram da Zebreira. Os meus pais
nasceram em Segura e Zebreira, vivendo e criando os seus filhos longe
da terra junto ao mar, mas no dia em que meu
pai se
aposentou apanharam o comboio e
a camioneta da carreira para
viveram felizes na Zebreira até terem terminado a sua viagem
terrena.