segunda-feira, 29 de abril de 2013




E já passaram 39 anos
Há 39 anos estava tão longe, lá onde as noites eram mais noites, onde o tempo parecia não querer passar, só que as dúvidas eram tantas que ninguém acreditava que o tempo passasse depressa e bem.
Para nós não existiu “E Depois do Adeus” nem “Grândola Vila Morena” (esta, existia apenas numa das cassetes e ouvia-a no quarto quando o pensamento voava até à minha família, ao meu país), apenas as dúvidas habituais nos acompanharam naquela noite e no dia seguinte.
Duvidas, muitas duvidas como que a querem avisar-nos de que era preciso estar sempre alerta.
Hoje tudo parece um sonho, à repressão pela Liberdade naqueles tempos, temos hoje a repressão pelo Trabalho.
Povo sofrido, povo que acreditou, povo que se deixou iludir, povo que volta a ser sofrido… a história é feita de ciclos… e só passaram 39 anos.

quinta-feira, 21 de março de 2013


E Chipre também ali no Mar Mediterrâneo...

Cada vez mais a saída da Crise aponta para a saída do euro. O dólar é que é a moeda internacional e nesta falsa União ou fora dela, teremos sempre que negociar o pagamento dos dólares que devemos com os credores. A dívida poderá passar dos +120% do PIB para muito mais é um facto, mas, ter MOEDA é variável fundamental para por Portugal no caminho do crescimento económico e da diminuição da taxa real de desemprego. Ser primeiro Português não nos impedirá sermos europeus e internacionalistas. No passado construímos os primeiros alicerces da globalização, porque ficarmos hoje amarrados a políticas que nos impõem e que começam a roçar o racismo... e tudo em nome da Democracia.

segunda-feira, 18 de março de 2013


Porque é que aqueles que se dizem a “Esquerda” são incapazes de apresentar um plano, um caminho efectivo, alternativo, ficando-se apenas pela enumeração de princípios generalistas? E que em primeira instância visam sempre a manutenção das condições materiais actuais quando todos sabem que as mesmas só se podem manter com o endividamento constante do país perante o exterior. Onde nos levará este constante endividamento? À falência ou à subordinação como Protectorado de um outro país ou agrupamento de países?.
O futuro para além de incerto apresenta-se carregado e negro mas não deixa de ser futuro, ou seja, o lugar onde mora a esperança de uma vida melhor para todos e não só para alguns como actualmente.
Para o alcançarmos vamos ter que voltar a comer as sopas que o diabo amassou, vamos ter que dar não só dois passos atrás mas muitos passos atrás se quisermos que os nossos netos e bisnetos sejam portugueses e continuem a falar e a escrever a nossa língua.
Adiar o começo deste caminho, vendendo a esperança de que os povos da União Europeia nos vão dar a mão e ajudar é perante os factos que vivemos, uma mentira plena, é como tapar o sol com a peneira quando não há nuvens no céu. 
A União Europeia não visa a harmonização dos povos europeus mas tão-somente os interesses financeiros e económicos dos grandes grupos financeiros que a dominam.

Ser independente hoje é fácil face há fraca qualidade dos políticos profissionais que alimentamos e, eu não sou independente, então o que serei ou o que sou? Ando perdido mas sei que não quero ir com as maiorias, sou capaz de ser o “eu” que continua a remar contra a maré procurando águas mais límpidas e onde a vida seja sustentável para a maioria que assim o desejar.

domingo, 17 de março de 2013


Ainda o Papa

Já não era católico praticante. A sua religião abrangia todas e não era de nenhuma. Claro que quando nasceu os pais o baptizaram e anos mais tarde já em Ferrel fez a 1ª Comunhão e mais tarde foi receber a Crisma na Atouguia da Baleia; foi praticante até que um dia numa missa nos Olivais Sul foi posto fora da mesma por ter interrompido o padre na homilia. A partir desse dia deixou de ser praticante. Gosta de falar e debater temas e dogmas mas não mais do que isso. Quando estava destacado em Melele na fronteira norte de Angola e o Capelão Militar o visitava ficavam noite dentro a falar sobre o porque de alguns dogmas da igreja e a chamada “teoria da libertação” que o capelão conhecia por ter estado no Brasil.

Na sua margem acompanha toda a encenação que a nomeação de um novo Papa provoca na comunicação social sempre ávida de notícias e de mexericos.

A Igreja Católica Apostólica Romana é uma organização aberta sobre os seus dogmas mas fechada à evolução social dos seus seguidores e como tal ao longo da sua vida sempre foi e se mostrou conservadora de leitura única sobre os seus fundamentos. Não espera por isso que a nomeação do novo Papa venha trazer uma revolução de hábitos e de prática na sua actuação. Ao ver o Papa Francisco sentiu duas ou três coisas de que gostou,

* O nome Francisco como S. Francisco de Assis (será?) e como seu avô materno que também era Francisco ou Chico
* O facto de ser da corrente Jesuíta que dentro do conservadorismo lhe parece ser um pouco mais aberta ao estudo da sociedade
* O facto de não aparecer agarrado ao símbolo do poder que representa a “estola”
* A figura lembrou-lhe a imagem do Papa João Paulo I que reinou pouco tempo e cuja morte continua por esclarecer

Por isso não percebe as opiniões de tantos especialistas sobre o Papa nem acredita que tenha havido fugas de informação sobre o que se passou neste e no anterior conclave. Calmamente, sem pressa nem ansiedade vai aguardar pela prática futura da igreja porque essa é que nos vai dar a prova real: se é o novo Papa Francisco que manda ou se a Curia Romana, qual aparelho partidária, vai continuar a reinar.

Deixou as suas divagações sobre o assunto e voltou a concentrar a sua atenção nos acontecimentos relatados no livro que anda a ler “O Massacre dos Judeus, Lisboa 19 de Abril de 1506” de Susana Bastos Mateus e Paulo Mendes Pinto. É que a Igreja Católica e de uma forma global os cristãos falam muito das liberdades religiosas mas ignoram ou esquecem o que foi a sua prática política e religiosa ao longo da história.

domingo, 9 de dezembro de 2012


Eu vim de longe, eu vou para longe, o que eu andei para aqui chegar…

Parado no sofá do meu barco, sinto-me sentado nas nuvens ao ouvir a exposição daquele senhor que dizem ser um iluminado estrangeirado que por azar meu e de muitos como eu, é o ministro do orçamento do meu País.
Se vim de longe porque parei aqui, é a minha dúvida, que mal fiz eu aos deuses para merecer tal sofrimento? Para onde me querem levar, não sei, só sei que não quero ir com eles, prefiro continuar a remar contra a maré…

Como vim de longe, sentado nas nuvens depois do atordoamento dos gráficos e da exposição confusa e omissa na verdade dos factos, vislumbrei o riso sarcástico do Prof. Marcelo Caetano «não gostavam das minhas conversas em família, pois tomem lá que este meu neto-afilhado ideológico vos vai tratar da saúde»

Mesmo na noite mais escura há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não mas vou sozinho no meu barco remando contra a maré, cansado das corporações que numa e na outra margem agitam bandeiras do pró e do contra… onde vais desaguar Portugal?



Apareceste na minha zona de Alverca no tempo em que eu me mudei para cá. Todos os dias te via logo pela manhã, quando passeava com o meu amigo Master, só que tu “Serra” logo fugias e evitavas o contacto, magra, sempre com o rabo entre as pernas aumentavas teu passo e deixava-nos ficar para trás. Nesse tempo por entre carros aparecia o “Cascão” gato de rua que não dando também a mão se mostrava mais social apanhando sempre que podia uma réstia de sol. Que fazer?
No Face vi a notícia do sapateiro de Vila Franca de Xira condenado por alimentar cães chamados de vadios, ou seja cães sem dono, cães livres sem eira nem beira. A revolta da situação fez nascer o sentimento de passar a alimentar-vos. Alimentamos tantos “animais vadios” com os nossos impostos porque não vos dar algo com carinho já que cá em casa já somos oito animais.
Para o Cascão foi mais fácil pois logo se habituou e à hora certa lá está ele debaixo do automóvel mais bem colocado à espera que lhe ponhamos a ração húmida que os fidalgos cá de casa deixam.
Para a Serra onde colocar se andava sempre andando? Era verão e passei a sair à noite colocando a marmita junto a uma árvore a coberto do vento, até que um dia te vi deitada na relva do outro lado da estrada N10, atravessei-a e não me aproximando muito deixei-te a marmita que foste buscar logo que me afastei; voltei a deixar a marmita junto à árvore porque ali o sistema de rega não atingia a molhava e podias comer o que te deixávamos. Quase sempre de manhã tinha que atravessar a N10 para ir buscar a marmita e assim se criou a nossa ligação.
E nas férias como ia ser? Para o Cascão e para ti, Serra, encontramos solução.
Quando regressamos o Cascão por cá continuava a horas mais ou menos certas e à comida húmida juntamos uma dose de comida seca a horas diferentes a coberto da noite, limpando tudo logo pela manhã. De ti, Serra, ouvi histórias, com o cio e uma matilha de cães atrás chamaram o serviço camarário… mas nunca senti que te tivessem apanhado; logo ao segundo dia pela manhã cedo te vi no meio da rua, olhaste-me, meteste o rabo entre as pernas e seguiste teu caminho como sempre apressada. Passei a encontrar-te por aqui e passei a ir colocar-te a marmita junto a uma daquelas coisas aberrantes que colocaram para os animais defecarem (dinheiro publico gasto inutilmente) onde outras pessoas também colocavam comida. À noite antes de me deitar lá ia eu colocar a comida seca ao Cascão e a marmita a ti Serra, que passaste a ser Linda depois de encontrar e falar com a Mena e com outras pessoas que te alimentavam, embora deixasses muita da comida para o bando de pombos. Ainda te tentaram apanhar colocando comprimidos na comida mas sempre conseguiste fugir. A mulher da limpeza de rua dizia-me um dia que o teu olhar era de quem tinha um dom, disse-lhe que sim que era o dom da Liberdade depois de teres sido maltratada pelos possíveis donos, se é que alguém é dono de alguém. Com as minhas idas, quer com o meu amigo quer sozinho, passei a ficar imóvel para ti com calma, com paciência até que desistias e mudavas de canteiro. Conheci-te vários companheiros de aventura pelas ruas, um em especial, cão pequeno bem tratado, preto com as pontas das patas brancas, ponta do rabo branca e uma circunferência branca à volta do focinho, companheiro que logo passou a ter ciúmes do Master quando nos aproximávamos de ti. Uma noite vi deixares a Mena fazer-te festas, falei com ela sobre como te colocar a trela já que havia quem ficasse contigo. Não havia que ter medo, havia que ter calma, paciência e tempo. Assim foi, deixei de te ver, de te encontrar no nosso caminhar pela ruas e passei a ver o teu amigo preto sozinho ou com outro cão que de vês enquanto aparece por cá. Uma manhã fria vi vir na minha direção uma senhora toda apressada, eu não a conhecia, não me lembrava de a ter visto, mas era comigo que ela queria falar, era para me dizer que a Linda a Serra já estava bem, já tinha casa em Alhandra tendo inclusive a Senhora Professora trazido fotografias dela com um outro Serra da Estrela que ela tinha; que eu já não precisava mais de levar comida, que ela e o seu marido sabiam que eu lhe levava comida. A noite tem os seus segredos e naquela manhã feliz por ti Serra disse à senhora que iria continuar a levar para os outros coitados sem eira nem beira. Agora ando preocupado com o teu amigo que deixei de ver por cá, será que também encontrou um lar, ou anda por novas ruas em busca de ti ou de um novo amigo humano? Não sei, mas gostava de saber…
Quanto ao nosso amigo Cascão continua a aparecer. Agora com a chuva deixou de ter hora certa, mas os sítios por onde o vejo são os mesmos, sempre cuidadoso ao atravessar passeios e a estrada. Às vezes segue-me na rua mas sempre à distância… Será que um dia também vai deixar alguém fazer-lhe festas?
Vou fechar o computador, está na hora de lhe levar a comida seca.



A manhã estava fria como são as manhãs de Dezembro na Zebreira, levantou-se com cuidado para não os acordar, a neta dava sinais de ir acordar por isso todo o cuidado era pouco. No quintal saboreou o sol de inverno, procurou alguns paus mais pequenos para colocar na pequena lareira da cozinha. Depois do lume aceso foi ao frigorífico buscar o chouriço que tinham comprado na praça no dia anterior e retirou a cerveja que ainda lá estava desde o passado mês de Setembro, quando visitou o pai na altura do aniversário dos seus 89 anos, pegou no pão e cortou umas fatias. O pão da Zebreira feito na padaria do João, amigo das suas filhas, era o melhor pão que conhecia; há bons pães em Portugal mas aquele é diferente para melhor que todos os outros. Sentado na mesa pequenina ao lado do lume ia saboreando aquele pequeno almoço que tanto gostava de fazer ali; não era nem apreciador nem bebedor de cerveja nem compreendia porque gostava tanto daquele pequeno almoço; recuava no tempo na busca das razões que não compreendia e quando deu por si já tinha comido o chouriço e todas as fatias que tinha cortado. O seu pai ainda não tinha chegado do lar para onde um dia decidiu ir e bem. Lar que fica a menos de 500 mt de casa. De casa também não vinha barulho, continuavam a dormir e naquele silêncio com o sol a entrar pela janela como que sentia a mãe entrando na cozinha a arrastar a perna direita sorrindo para ele, como antigamente o fazia quando o via a beber cerveja logo pela manhã ao pequeno almoço.

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Portas e o bóson de Higgs

O bóson de Higgs também chamado de partícula de Deus é para uns a demonstração de que Deus existe e para outros de que Deus não existe. Assim, bóson de higgs são portas que se abrem ao conhecimento e ao desconhecido porque depois de ser encontrado e conhecido irão procurar o que poderá ter existido antes da sua formação e outros ficam com as suas certezas nas dúvidas sobre quem é Deus. Será Deus resumível aquela pequena partícula mas portadora de energia universal?

Portas muito complexas estas ao alcance de alguns mas sobre as quias muitos gostam de falar e opinar.
Falemos de outras Portas, as que da China se abrem para o universo das pequenas e médias empresas portuguesas. Tal como o bóson me deixam muitas dúvidas.

O ministro da economia é um tal Álvaro que caiu em desgraça ainda não tinha começado a trabalhar como ministro (ninguém o avisou de que é preciso ser “cagão” com os títulos nesta República) e como tal o jovem é culpado de tudo o que de desgraça se passa na economia deste falso jardim.
Depois há um tal de Paulo que sendo dos estrangeiros aparece como vendedor das nossas riquezas abrindo as suas portas ao mundo como salvador. Se no Perú falou em castelhano não percebi porque na China não falou em mandarim, mas como sou duro de línguas a culpa deve ser minha, daí muitas das minhas dúvidas. 
Portas que se abrem na China correspondem a exportações porque segundo sei o mercado chines é a oriente e esta fora do espaço Schengen. Segundo também li e escutei na rádio o problema das empresas exportadoras é o seu financiamento, isto é, os vendedores vendem os seus produtos para lá das nossas portas (fronteiras) mas depois os bancos não dão condições para as empresas poderem fornecer nos prazos acordados o que com tanto esforço e dedicação foi conseguido vender. Não havendo cumprimento nos prazos lá se vão as nossas riquezas (saber e competência no trabalho).

Mas que bóson o nosso, o da economia é culpado de tudo, o dos estrangeiros é salvador vendendo sem saber das condições de cumprimento, o chefe anda perdido no trânsito do IC19 e o das finanças anda à volta com os desvios que tirando os milhões que dá aos financeiros da banca não acerta uma previsão.

Protões, electrões, neutrões andam girando por aí e por aqui de forma ordenada nesta imperfeição, sem abrirem portas dão estabilidade ao núcleo central do átomo e enquanto assim for vamos mantendo a esperança de dias melhores irão girar.


Os subsídios

Transformámo-nos num povo de subsídios. É subsídio para trabalhar, é e foi subsídio para não trabalhar, subsídio para o desempregado, subsídio para a reinserção e tantos existem que nem sei a sua designação.
No âmbito do trabalho por conta de outrem existem três subsídios que atestam o nosso atraso económico e social. O primeiro é o subsídio de alimentação, isto é, para podermos comer algo ou um pouco melhor temos que ter um subsídio. Depois vieram os subsídios de férias e o de Natal ou seja os chamados 13º e 14º. Ainda me lembro das discussões sobre as previsões de gastos de pessoal e a sua contabilização; salvo raras excepções os estrangeiros não entendiam os cálculos dos gastos com pessoal.
O ano tem 12 meses, trabalhamos 11 e recebemos 14, porque?
Esta na lei do trabalho argumentava.
Nunca vi estes subsídios de alimentação, de férias e de Natal como uma conquista dos trabalhadores, antes pelo contrário. O trabalhador deve ser remunerado condignamente e se me dão subsídios estão a dar-lhe uma esmola e não a pagar o que me devem pagar.
Há muito que deixei de saber o que é receber subsídios e vejo perplexo o que se diz e escreve sobre o dito 13º e 14º.
Vejo doutos economistas, doutos jornalistas e doutas figuras da política opinarem sobre a manutenção do Estado Social no nosso país, como se o mundo não estivesse em constante evolução e o que era ontem já não é hoje e não sabemos como será no futuro que se nos apresenta carregado e cada vez mais incerto.
Temos um governo que anda à procura de aprender a governar e a reboque de uns doutos vai procurando tapar o sol com a peneira sem mexer no essencial, ou seja, na riqueza dos abastados.
Advogam muitos a justeza dos subsídios com o Tribunal Constitucional mas este TC não é ele constituído por juízes nomeados pelos partidos? Todos sabemos que o TC não é independente, é mais um representante da classe dominante.
As corporações sindicais fazem manifestações e declaram greves que só prejudicam quem trabalha e ganha pouco ou é trabalhador independente e não conhece o cheiro nem a cor dos tais subsídios. Mudar de rumo para estas corporações é difícil e talvez tenham medo de seguir a estratégia de um passo atrás dois à frente.
Um país que é uma Nação que não consegue tributar os abastados dá-se ao luxo de pagar aos pensionistas os tais 13º e 14º (subsídios). Porque é que tais doutos não falam nisto em vez que intoxicarem as pessoas com a sustentabilidade do SNS e do Fundo da Segurança Social.
Eu fiz os meus descontos, dirão alguns. Claro que sim.
Os descontos eram feitos para assegurar uma velhice condigna em função dos que se ganhou ao longo da vida contributiva. Assim pensávamos porque todos acreditávamos estar no caminho certo do progresso e desenvolvimento. Mas o progresso trouxe-nos felizmente um aumento da esperança de vida e infelizmente ao mesmo tempo uma diminuição em progressão geométrica das oportunidades de trabalhar e deste modo diminuem as contribuições para a Segurança Social. Não é preciso nenhuma licenciatura para perceber isto.
Vivemos hoje a pior ditadura que conheci nos meus 61 anos de idade e não ouvi falar de política após o 25 de Abril, a meu modo sempre fui um político amante da Liberdade e solidário com os outros desde 1969, por isso muitos dos doutos não me são estranhos.
Lute-se pela integração dos subsídios no montante da remuneração anual. Os valores assim calculados serão pagos nos 12 meses do ano. E acabe-se de uma vez com a política dos subsídios.
Copie-se os métodos de outros países ocidentais quanto às pensões, Suíça por exemplo. Tenha-se a coragem de mexer no valor das pensões. Um país que não é capaz de criar riqueza para pagar as suas dívidas não pode pagar pensões acima de um determinado valor. Que valor? – Metade da remuneração bruta do Presidente, digo eu como proposta.
Não se tem coragem para estabelecer plafons então tribute-se com uma sobretaxa as pensões acima desse valor.
Aos valores poupados faça-se a afetação, 50% para as pensões abaixo do salario mínimo e os outros 50% para um fundo de capitalização para o desenvolvimento da economia com prioridade nas empresas exportadoras de bens transacionáveis.
Se só a economia consegue combater a ditadura do desemprego, alimente-se o FCDE com:
- 50% dos valores de poupança nas pensões excedentárias
- verbas equivalentes aos aumentos dos custos de energia e comunicação de 2012 pela aplicação de uma sobretaxa às empresas que actuam nesses setores de actividade, por um período de cinco anos
- sobretaxa financeira a aplicar anualmente por igual período, cinco anos e calculada com base no diferencial  entre a taxa de IRC para os bancos e a taxa de IRC para as PME dos últimos 5 anos.
- uma taxa residual às empresas exportadoras de bens transacionáveis que recorram e usufruam do FCDE para a sua recapitalização futura.
- 15% dos gastos da Assembleia da República serão afectos a este fundo nos próximos cinco anos
A gestão do FCDE será partilhada entre elementos nomeados pelos parceiros sociais no máximo de cinco para um período de quatro anos sem direito a indeminizações no caso de saírem antes do fim do mandato. A gestão prática será dada à instituição financeira existente em Portugal e que melhores condições ofereça em concurso.
O Futuro é incerto mas pertence aos vindouros, criemos condições para que possam florescer em Paz.


O barco vai cheio
Cheio de passageiros
Cheio de vazio
Cheio de solidão
Os semblantes vão carregados
A custo, ouvem-se vozes tão baixas
Que parece terem medo de se ouvir
O barco vai cheio
Não se ouvem vozes como antigamente
Falam dos desamores no trabalho
Nas dificuldades em casa
Falam do vazio em que vivem
Não acreditam na esperança
O barco vai cheio
Cheio de solidão
Cheio de medo sem esperança
Os semblantes vão carregados
Onde está a utopia?
Por onde anda a esperança?
O barco vai cheio
Cheio de solidão