quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
As virgens ofendidas.
Os órgãos de comunicação que ao longo
dos últimos dois três anos têm promovido a figuras pública
pessoas que defendem valores da raça branca sobre em especial a raça
negra esquecendo que a origem a todos é comum, pessoas que defendem
valores muito próximos do nazismo e do fascismo, desde ontem à
noite que não falam de outra coisa que não seja os insultos
racistas que se verificaram num jogo de futebol em Guimarães onde
energúmenos cobardes gritaram e ofenderam o jogador Marega que saiu
do campo sozinho revoltado com os insultos mas talvez também pela
atitude complacente, não só, com os seus colegas de equipa, mas
também com a complacência de uma equipa de arbitragem comandada por
um conhecido "padre sem paramentos", auxiliada por um
"ferarri encarnado" os quais se esqueceram(?) de cumprir
com os regulamentos do organismo superior das competições
futebolísticas, a FIFA, que manda nestes casos suspender o jogo de
imediato, saindo todos do rectângulo de jogo.
As
virgens ofendidas da comunicação televisiva que só falavam dos
energúmenos e cobardes adeptos de claques sportinguistas que
invadiram e atacaram os seus próprios jogadores, esquecendo,
limpando e branqueando imagens de outras claques de outros clubes tão
ou mais energúmenos que aqueles de Alcochete, que não só, também
eles já invadiram centros de estágios, como uma delas já tem no
seu curriculum pelo menos duas mortes, falam agora muito ofendidos do
que há muito grassa e cresce no futebol sob a protecção de
venerandos dirigentes que se apoderaram de tais instituições, "O
Fanatismo Odioso" .
Até se parecem com os PIDES da Catota
em Angola que depois de Abril74 em reuniões onde eu estava presente
se diziam serem pela Democracia que sempre defenderam.
Quanto
aos órgãos que superintendem o futebol, Liga, Federação, Governo
através de uma Secretaria de Estado, emitirão comunicados de
palavras redondas, ofendidas de repulsa pelo acontecido, abrirão um
inquérito, talvez o clube de Guimarães sofra uma multa mais pesada,
talvez veja o estádio interdito aos adeptos, recorrendo o clube
talvez aos advogados que com recursos têm impedido que se efectuem
jogos à porta fechada num outro clube, cujos processos se vão
arrastando numa qualquer gaveta de um juiz ou funcionário de justiça
amigo.
Por parte do Governo, a nulidade negativa configurada
num Secretário de Estado aos costumes dirá pouco que mais que nada
enunciando as ocasionais palavras que somos todos contra qualquer
forma de racismo podendo acrescentar que estará em curso um processo
de averiguações.
Qual
será a posição do Director Geral da PSP que numa entrevista
televisiva que gostei de ouvir deu mostras de ser intransigente para
com os energúmenos cobardes que vivem e se escondem nas famigeradas
claques ou grupo de adeptos organizados cujo origem é a mesma,
extremistas organizados a soldo das direcções dos clubes (quais
guardas pretorianas), sob a imagem de que dão colorido ao
espectáculo futebolístico. Um colorido fanático a acicatar ódios
entre adeptos e jogadores.
Depois
com o passar do tempo talvez o ocorrido seja esquecido pelos que se
deixam embalar no amor-fanático-clubístico, pelas vitórias dos
seus clubes ou da selecção nacional em mais um europeu. E tudo
continuará como dantes.
Depois,
bem depois, alguns dirão que não, que isto não anda tudo ligado
que o futebol nada tem a ver com a política, pelo que as claques e
ou grupo organizados de adeptos não deverão ser totalmente
proibidos, continuando a andar pelos tais órgãos de comunicação a
defender a existências das mesmas desde que com certos limites nunca
enunciados, porque o fanatismo e o ódio não têm limites.
Depois,
outra vez, virada a página do futebol-política-futebol, entrando na
página da sociedade em geral iremos continuar passivamente a
queixarmos-nos muito ofendidos com o aparecimento de populistas
arrivistas, videirinhos farsantes, mentirosos e saudosistas da
ditadura de uma pequena classe de elite sobre todas as outras
classes, como são estas aves negras do Chega que vêm chegando da
hibernação democrática a que se submeteram disfarçados,
mascarados e recauchutados durante anos e que agora tão promovidos
são, nos tais órgãos de comunicação de virgem ofendidas com
aquilo que ontem à noite ocorreu num jogo de futebol, como se isso
não fosse corrente na sociedade em geral que em palavras repudia o
racismo mas que na pratica olha para o lado de forma sempre mais ou
menos encoberta e complacente.
sábado, 15 de fevereiro de 2020
Hipocrisias
Palavras
bonitas, elogiosas se ouviram ontem no Parlamento. Até parece que a
senhora se dignou ir cumprimentar alguns antigos combatentes. Os
partidos todos com palavras reconhecendo os antigos combatentes. Foi
uma festa. Todos unidos e interessados nos votos que os antigos
combatentes que vão resistindo à passagem do tempo ainda lhes
possam dar.
Mas,
como era de esperar todo o palavreado usado naquela hora, misturou
interesses divergentes. Tão diferentes que por esperteza política
saloia misturam antigos combatentes que obrigados pela força de um
regime foram combatentes em várias frentes de combate numa "guerra"
, com os actuais militares que vão voluntários para "missões
de paz" .
Será
que "ser obrigado" e "ser voluntário" tem o
mesmo significado para aquela gente que anda e vive pelo Parlamento?
Será
que aquelas cabeças não sabem distinguir o que foi combater numa
guerra onde quase tudo faltava, com as actuais "missões de
paz"?
Será
que os seus pais e avós nunca lhes contaram o que porventura tenham
passado?
Será
que a senhora, os assessores e deputados nunca leram nada sobre a
guerra colonial?
Então
na tal comissão leiam antes de começarem a discutir, leiam por
exemplo o livro de Carlos Vale Ferraz "Nó Cego" ou num
outro registo “O Muro” de Afonso Valente Batista e, depois antes
de falarem pensem e meditem, não misturem alhos com bugalhos. Tenham
vergonha.
Que
interesses tem aqueles políticos ao misturar coisas tão distintas?
Já
quando há uns anos atrás envergonhados deram aos antigos
combatentes a esmola anual no máximo de 150€ sujeita a IRS, não
tiveram coragem por razões de classe em distinguir aqueles que
fizeram a guerra em quartéis-generais dos outros que sofreram a
guerra no mato. Ontem, voltam a misturar interesses, organizações e
corporações.
Pergunto,
o que é que a Liga dos Combatentes fez ao longo destes quarenta e
seis anos em defesa da saúde dos antigos combatentes que vieram da
guerra sofrendo de stress pós guerra? Que se saiba, NADA!!
Talvez
por isso os elogios que recebeu.
Mas
pelo menos parece que ninguém se lembrou de elogiar o trabalho
meritório e arriscadíssimo que as senhoras do Movimento Nacional
Feminino, pondo a sua vida em perigo tiveram naqueles anos de guerra. Valha-nos pelo menos issso.
Não
sou "ex-combatente" , sou "antigo combatente"
porque andei no mato e sofri as agruras de uma guerra sem sentido,
porque, sem solução militar.
Já
nada espero do actual regime em relação aos anos de guerra. Aliás
nunca reivindiquei nada para mim. A minha revolta é alimentada pela
hipocrisia de todos os governos em relação aos antigos combatentes
que sofrem doenças mentais por causa da guerra, de políticos que
usam os sem abrigo em acções de caridade e nem uma palha mexeram e
mexem para minimizar a vida dos sem abrigo antigos combatentes.
Aquilo
que o anterior regime de ditadura feroz me tirou, anos da minha
juventude, não me pode ser devolvido pelo actual regime democrático
medroso por vezes cínico em palavras redondas dos actuais políticos.
Fodam-se!
É a palavra que melhor espelha o sentimento meu e de muitos como eu.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Uma porra esta vida
Não
entendo o barulho, o ruído à volta do IVA da electricidade. Eu sei
que 6 é diferente de 23. Eu sei que aplicando os seis por cento que
se pagará menos no custo total factura. Eu
sei que essa descida na taxa
poderia dar para mais uns tostões de poupança no parco rendimento
de muitas famílias. Mas também sei que esse IVA não é o factor
principal no custo da electricidade que suportamos como se fossemos o
povo mais rico da União Europeia e arredores. O problema vem de
trás, é mais velho ou da mesma idade que a aplicação da taxa
máxima do IVA à electricidade. O
problema, a causa, foi de certo modo a ganância
o enorme erro de políticos
aquando da entrega a preços de saldos das nossas empresas publicas
estratégicas ao capital estrangeiro. O problema a resolver ontem que
hoje é tarde são as “Rendas” que temos de pagar aos
monopolistas ususrários a quem entregámos as nossas empresas
estratégicas, repito.
E
o que se passa na electricidade passa-se nas telecomunicações sem
esquecer todas as outras.
Mas
por populismo barato porque falar do IVA pode dar votos, eles
entretêm-nos e dividem-nos escondendo o medo de mexer nas
famigeradas “Rendas”. Dizem escondendo-se medrosos
os que governam que essa
acção de renogociar os valores das “Rendas” poderia por em
causa a imagem do nosso País nos
mercados estrangeiros.
Quer dizer, em causa perante
os grandes capitalistas e os fundos tão fundos que em muitos nem a
nascente do fundo é conhecida.
Já
saímos do espartilho que a santa aliança FMI-UE nos fez viver sob
as erradas previsões efectuadas
por altos cérebros de
competentíssimos quadros
insensíveis ao sofrimento
humano. De cábulas passámos a bons alunos, continuando contudo
na cauda do pelotão europeu
com o carro de vassoura sempre
à vista lá atrás.
Temos
governantes que nacionalizaram um buracão de
fundo abissal chamado BPN e
deixaram nas mãos duvidosas dos
accionistas os
bens tangíveis e intangíveis
que os enriqueceram
à custa das falcatruas e vigarices efectuadas pela gestão do banco.
Temos governantes que nos enganaram com cara de hóstias
e promessas de santinhos com
o BES, com o BANIF. Governantes
que nos continuam a pedir
sacrifícios para continuarmos a pagar não só o IVA a 23% na
electricidade mas em todos os bens e
serviços a ela, taxa, sujeitos; porque
quando a meio de um exercício económico
lá atrás os governantes
de então alteraram
a taxa de IVA de 17 para 19 por cento era, disseram-nos, que
temporário para o reequilíbrio
das contas do Estado. Dos 17,
depois 19, já vamos em 23
por cento, porque as contas nunca estão equilibradas.
E mesmo que deitem foguetes
por apresentarem previsão de excedente orçamental as contas
continuarão desiquilibradas, sendo
que o mesmo desequilíbrio
não é em si nenhum mal, antes uma quase necessidade crónica
do modelo económico
consumista
seguido. E tudo isto infelizmente para continuarem
a meter milhões em bancos privados. Será
que é também por causa da imagem do País no
exterior que metem os milhões
arrecadados por impostos e
dívida pública nas mãos
dos representantes do capitalismo financeiro?
Para
capitalizar uma empresa publica com fundos públicos é o cabo dos
trabalhos, dizem-nos que as
leis(?) não o permitem e, os euro-burocratas liberais de Bruxelas
não gostam. Nós
acreditamos mas
duvidamos continuando
a jogar à bisca, à sueca e
ao bilhar de bolso.
Para
meter milhões nos bolsos de usurários capitalistas privados é
«tudo a bem da Nação»
beneficiando
a imagem no exterior junto de
gajos que nós nem sequer sabemos quem são.
Uma
porra esta vida de
marinheiros!
Depois
queixamo-nos muito ofendidos com o aparecimento de arrivistas
farsantes, mentirosos e saudosistas do “Botas” da ditadura de uma
pequena classe de elite sobre todas as outras, como são estas aves
negras do Chega que vêm chegando da hibernação democrática a que
se submeteram disfarçados, mascarados e recauchutados.
Uma
porra esta vida de marinheiros!
O Medo
Com
a idade vão aparecendo as maleitas, as dores e outras mazelas quer
físicas quer mentais. Com a idade ficamos mais sensíveis aos medos.
Medos quer das doenças e outras maleitas quer dos outros medos que
os senhores, donos do mercado, nos infundem a toda a hora com
notícias tão ou mais alarmantes do que o perigo em si mesmo. Claro
que devemos ter sempre cuidados com a própria saúde, com a falta
dela ou com os surtos e epidemias que ciclicamente aparecem e nos
querem visitar, pondo em perigo a nossa velha companheira de viagem
que é a saúde.
Uma
coisa é termos cuidado, evitarmos situações de risco que possam
tornar o nosso sistema imunitário mais vulnerável do que a própria
idade o vem tornando. Outra coisa é deixarmos que o medo de podermos
ser vítimas dos desconhecidos fungos, bactérias e vírus, tome
conta de nós fragilizando-nos mentalmente ao ponto de termos medo de
sair à rua, medo de andar em transportes públicos com outras
pessoas que usam máscaras para respirarem, medo de ir a um hospital
publico, de ir ao centro de saúde com medo dos doentes que possam lá
estar. Medo até de ter medo.
O
não ao medo é necessário e urgente, pois o medo é um outro vírus,
velho mas
em constante
renovação. Um vírus para o qual a cura depende mais de nós
próprios do que de todos os meios que o Serviço
Nacional
de Saúde
ou das próprias forças de
segurança tenham à nossa disposição.
O
medo é o vírus que os donos do mercado espalham quase em continuo
através dos seus fiéis órgãos de comunicação. Um vírus para o
qual não há vacina disponível a não ser a nossa própria
capacidade de resistir de lhe dar um pontapé no cú mandando-o às
urtigas mais venenosas que existem.
Eutanásia
Eutanásia.
Um bem ou um mal necessário? Não sei. Tenho muitas dúvidas.
Dúvidas minhas que não me impedem de respeitar a vontade do outro.
Dúvidas
e medos mais da qualidade da lei que poderá sair de S.
Bento do que de outra coisa. Não acredito no saber com qualidade da
maioria dos que por lá se sentam às ordens das estruturas
partidárias, assim como, dos vários gabinetes de amigalhaços que a
pedido elaboram os seus pareceres com a chancela de grandes firmas de
advogados, consultores, revisores etc. pagos a preço altamente
inflacionado pela chancela curricular de tais amigalhaços.
Várias
vezes falava da eutanásia com o meu pai. Ele um defensor convicto.
Eu e as minhas dúvidas. Depois quando o visitava vivo-morto naquele
quarto do HUC sabendo eu a sua opinião sobre o viver vegetativo
questionava-me sobre o porquê de tanto sofrer. Não acreditava
naquilo que os médicos me diziam sobre o seu não sofrimento, pois o
aperto que a sua mão nos dava dizia-me exactamente o contrário, o
seu sofrimento por não o deixarmos partir desta viagem. Felizmente
apenas viveu naquele estado vegetativo um mês e quatro dias.
Confundir
ou misturar cuidados paliativos com a eutanásia é querer misturar o
azeite com o vinagre ou de outro modo, o que é que o cu tem a ver
com as calças? Claro que há que melhorar e muito o apoio, o
investimento na área dos cuidados, mas no meu fraco entender isso
não pode tirar a liberdade a alguém que em consciência um dia pode
tomar a decisão de não querer viver sofrendo e fazendo sofrer,
alterando a vida a todos aqueles que vivendo à sua volta o amam. A
decisão será sempre sua e nunca poderá ser de terceiros, excepto
em caso muito mas muito excepcionais, restritos, claros e concisos de
pais sobre filhos menores que não tiveram tempo ou saber para a
escolha consciente do acto de poder morrer de morte assistida. Uma
coisa não invalida a outra.
O
referendo não acaba com as minhas dúvidas, aumenta-as. A discussão
pública só irá dividir ainda mais o país e as dúvidas, as
minhas, aumentam exponencialmente, porque continuamos a ser
culturalmente um país de brandos costumes e públicas virtudes, onde
o fanatismo crescente cega até os que parecem ter a lucidez
necessária para olhar as diversas cores do arco íris sem o ver a
preto e branco. A discussão pública irá dar mais voz às religiões
quando o facto é mais político de interesse público do que
religioso, sabendo eu, que a grande maioria que professam a sua fé
num Deus religioso estarão contra a implementação da eutanásia,
pois que o fanatismo religioso esquece, não respeita, a liberdade de
quem não segue nenhuma religião, de quem vive e não aceita a
existência de um Deus religioso, esquecendo eles, os religiosos, que
a Inquisição que durou séculos neste país foi oficialmente e
definitivamente extinta pelo Marquês de Pombal.
Não
há que matar ninguém. A eutanásia não é, nem poderá nunca ser
uma forma de morte aleatória. Antes um decisão consciente de alguém
sobre a sua própria maneira de viver a sua própria vida doente e
sofrida.
Outras
dúvidas me assaltam sobre a oportunidade da discussão deste assunto
e sobre os custos que isso poderá acarretar ao eterno
sub-orçamentado Serviço Nacional de Saúde. Pelas notícias que
vamos tendo conhecimento só os muitos ricos têm acesso à morte
assistida em clínicas privadas em outros países. Morrer sem dor por
opção própria custa muito dinheiro. Que verbas irão ser cativadas
no SNS para financiar os casos que possam existir de eutanásia se a
mesma for aprovada?
Há
ainda tanta coisa para fazer neste país, há ainda tanta coisa para
realizar a bem das populações que sofrem quer no litoral quer no
interior, o porque deste assunto fraturante da nossa sociedade estar
na ordem do dia? só porque alguns políticos vaidosos do seu umbigo e
que se acham de esquerda o colocam na ordem por se
acharem com mais ideias dos que os seus outros adversários?
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
Não, não vou por aí
Não,
não quero discutir política. Fujo dessas discussões sem meter a
cabeça na areia como a avestruz. Fujo quer da política, quer do
futebol cá do reino, uns e outros viciados cada um a seu modo com
alguns pontos comuns. Não quero saber se o “A” fala verdade ou
se esta calado, se o “B” disse o que disse ao meter a mão na
massa em negócios públicos ou as contas do “C” certinhas ao
tostão para uns e para outros enganou-se em mais de um milhão. Tudo
isso que nos dizem e nos querem fazer crer, não passa do prefácio
para uma nova telenovela real que muitos de nós já vivemos lá
atrás no tempo em que o tempo não existia fora das mordaças
abjectas do regime. Já dei para esse longo e cansativo peditório.
Estou
cansado, quero paz, pelo que me canso ao ouvir as notícias de
imagens televisivas, os folhetins investigatórios emitindo juízos
condizentes a julgamento popular de acordo com os interesses de
“justiceiros” duvidosos, que com amigos na sombra manobram os
cordéis da comunicação que nos servem em bandejas “democráticas”
como se os seus pareceres fossem verdades absolutas onde o
contraditório esta normalmente ausente.
Democratas
de fatinho de marca, bem falantes de falas redondas, submissos com o
capital inimigo das amplas liberdades obtidas depois de Abril74,
trouxeram-nos com as suas falas e medos para o actual estado onde a
Democracia se vê ameaçada por uma Justiça justiceira, por uma
comunicação social populista amiga de extremistas, saudosa dos
tempos em que o “botas” e os seus capangas nos traziam
amordaçados com medo até de que as paredes ouvissem os nossos
sonhos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade!
Não,
não vou por aí, recuso-me a seguir o rebanho, prefiro ser uma
ovelha ranhosa na outra margem.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Classe média
Recuso-me a ser classificado de classe média. Sou e quero continuar a ser pequeno burguês filho de pai funcionário público e mãe doméstica já falecidos.
A classe média é uma mentira política e social para iludir, enganar, convencer os mais distraídos de que somos todos iguais e essa coisa da luta de classes, é coisa do passado, já não há lugar, não existe mais. Como nos querem enganar com essa coisa de sermos quase todos classe média. A luta de classes mudou, alterou-se e muito é certo, mas as diferentes classes sociais continuam aí.
Como não comungo dessas missas de classe média, vou continuar enquanto por cá andar a ser pequeno burguês de classe. Não sou, não quero pertencer a essa caldeirada de classe média onde abundam seres humanos muito pouco recomendáveis. São mais que muitas as urtigas e ervas daninhas venenosas que se incluem nessa tal de classe média.
Não vou nesse barco.
Não quero pertencer a essa caldeirada mal cheirosa.
Assim há muito que saltei borda fora.
Vale mais só que mal acompanhado.
Prefiro andar pelos trilhos e picadas mal tratadas da outra margem. Sou pequeno burguês de origem e de carácter, não vou mudar. Que se lixe, para não dizer um outro e caloroso palavrão, digo e repito, que se lixe a classe média. Não lhe pertenço.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Dois anos
Dois anos. Não sei se é
muito ou pouco tempo de vida, não sei. Dois anos de uma união de
facto ou de um modo de vida em comum. Um tempo de muita luta entre
nós. Luta surda e muda pelo poder de quem manda, de quem é que
decide que caminho trilhar, que comportamento ter.
Dois
anos em que luto sozinho contra o teu espírito rebelde e
autoritário. Somos dois teimosos condenados a vivermos esta união
que celebra hoje dois anos em que dos três que restavam para serem
doados nos olhamos e te escolhi por seres a mais pequena, a mais
ramelosa dos teus irmãos.
Na
altura pareceu-me que escolhi bem. Hoje, não vou desistir de ti,
mesmo que tenha que continuar a lutar contra ventos e marés.
Estamos
condenados a partilharmos este tempo de vida. Porta-te bem a meu modo
e viveremos em paz, porque não sou eu que vivo contigo, és tu que
vives comigo.
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