segunda-feira, 5 de abril de 2021

21.04.04

 

Ouvir falar a sra. Joana Vidal sobre combate à corrupção agradará a muitos e fará urticária a muitos outros. Encontro-me nestes últimos. Como pode a senhora falar de que «a estratégia à corrupção é pouco ambiciosa» quando durante o seu mandato mandou ou aceitou arquivar processos como os casos dos submarinos e da Tecnoforma?

É por estas e por outras que acredito que o melhor que nos pode acontecer é nunca ficarmos à mercê dos pareceres de tantos ilustres personagens que vivem da Justiça e dos casos de justiça, fazendo com que esta mesma seja uma das páginas negras da nossa Democracia. Acabo de ler no jornal Publico de hoje « a técnica de apoio à vítima Catarina Neves viu qualquer hipótese de justiça ruir ao ouvir o juiz exclamar: “Parece tolinho!”… o rapaz de 22 anos, agredido pela mãe e pelo padrasto, parece-lhe paradigmático. Do processo constava informação psicológica, com as suas dificuldades cognitivas» É de fugir de gente como esta que se julgam intocáveis e talvez sagrados, sei lá. Também a Justiça precisa de uma outra Justiça porque ainda há muitos « juízes inquisidores» que vivem muito lá atrás no tempo e já passaram 200 anos.

Quem não gostaria que as medidas e ferramentas de combate à corrupção fossem aprovadas de forma clara, transparente e simples?

Depois, os políticos queixam-se do desinteresse em eleições e outros lamentam o desabrochar dos antigos ideais salazarentos.

Quem não fica revoltado com o enriquecimento supersónico de alguns políticos, amigos de políticos e empresários que vivem à sombra das saias do Estado?




sábado, 3 de abril de 2021

21.04.03

 

Hoje, melhor desde ontem que me apetecia perguntar aos responsáveis da Câmara Municipal de Idanha a Nova, qual a razão porque só promovem culturalmente e turisticamente Monsanto, Penha Garcia e Idanha a Velha, deixando e esquecendo outras aldeias, outras freguesias ao esquecimento?

Se Idanha a Velha foi um polo importante na antiguidade clássica, se por lá passaram e viveram vários povos (os Túrdulos 500 anos A.C., Lusitanos, Romanos, Mouros e Visigodos até chegarem os Templários) também Salvaterra do Extremo, Segura e talvez mesmo o Rosmaninhal (o cavalo era um símbolo Celta de grande importância que aparece na festa de São João Batista em Monforte da Beira, em território de Espanha e no Rosmaninhal) já existiam aquando da formação do Reino que hoje é Portugal.

Hoje em dia não confesso nenhum credo religioso, mas gosto de saber e respeito todas as manifestações culturais de índole religioso. Porque nunca vi, nunca li até ontem, nada que os Serviços da Câmara de Idanha a Nova tivesse publicado, publicitado e promovido sobre a história tão rica como é a celebração da Páscoa em Segura com base na Santa Casa da Misericórdia de Segura? (mesmo esta segundo me informou um Irmão Provedor da mesma, a Igreja da Misericórdia, onde meus pais casaram, teve a última restauração realizada pelos vizinhos espanhóis).

Que “qui pro qu ós” impedem os Serviços Culturais da Câmara de Idanha a Nova de olhar com olhos de gente para a riqueza histórica dos seus povos, das suas gentes fronteiriças?

Será que o centralismo lisboeta também contagia à acção da Autarquia de Idanha a Nova?

Minha avó paterna era de Salvaterra do Extremo, meu avô paterno era de Segura, os meus avós maternos eram da Zebreira. Os meus pais nasceram em Segura e Zebreira, vivendo e criando os seus filhos longe da terra junto ao mar, mas no dia em que meu pai se aposentou apanharam o comboio e a camioneta da carreira para viveram felizes na Zebreira até terem terminado a sua viagem terrena. 




quinta-feira, 1 de abril de 2021

21.04.01

 

O BE-Bloco de Esquerda, é um partido tão à esquerda que na ânsia de estar sempre na crista da onda não olhando a meios, saltou o separador central e viaja agora pela direita.

21.03.28

 

Ontem eram 6H30 mas hoje já são 7H30 pelo que estava na hora de sairmos para a nossa volta matinal.

Ontem saímos às 7H00 pelo que hoje seriam 6H00 mas aos 7,5km de ontem pelos trilhos da beira rio, hoje a volta foi mais pequena porque é dia de escovar o pelo da Sacha. E, porque a nossa união é um aprender constante a conviver um com o outro, nada melhor para se deixar escovar que uma sessão a correr buscando duas bolas. Uma volta mais pequena mas não menos intensa que a volta de ontem.

Com a mudança do horário humano muito menos passeantes matinais encontramos. Não somos muitos normalmente, mas hoje muito menos, sendo que à nossa hora a EN10 era um deserto silencioso.

Mais um dia de domingo, o último do mês de Março confinados e possivelmente metralhados com notícias agoirentas pelos costumeiros televisivos, sendo que hoje tem um tema novo que ocorreu no jogo de ontem. Pelo que já vi na rede ao lado, não irão faltar especialistas especializados a comentarem negativamente o acto de revolta perante mais uma injustiça, pois há muitos anos que alguns dos críticos do acto de revolta irrefletido celebram vitórias com erros idênticos, semelhantes ou parecidos enterrando a cabeça na areia do nosso litoral.

21.03.30

 

Um líder partidário na televisão fala da vacinação como se as vacinas fossem produzidas no Caldas. Para eles vacinação é como fazer depósitos na banca em nome de um tal JLCR(Jacinto Leite Capelo Rego).

No outro canal, o do sr. Conde, fala o mesmo líder partidário da necessidade de injectar dinheiro nas famílias. O “mano” que manda umas coisas no canal do sr. Conde é uma víbora, e, este líder uma triste figura sem noção do ridículo.

Um abutre fala depois dos prejuízos da gestão danosa que mandatado vai executando no banco. O qual de novo já nada tem a não ser continuar a mamar no bolso do Zé Contribuinte. Aqui, só à estalada nos que a um 4 de Agosto fizeram a merda que fizeram ao BES e, aos que sem coragem assinaram uma venda mais que ruinosa, sem tomates políticos para a nacionalização a termo da instituição financeira.

Fala o PM sobre a Páscoa. Uma fala repetitiva. Nada acrescenta ao que disse ontem e antes mesmo... de antes de ontem

E quando não fala nenhuma dos “bostas” da saúde chega a vez de darem voz ao misericordioso mamoso das misericórdias para culpar o Estado

Dizem-me que pais, alunos e professores estão esgotados e ainda faltam três meses de aulas. Só podem estar a brincar com o ceguinho. Depois, os que publicitam estas coisas são os mesmos que antes quando as escolas estavam a funcionar e os contágios na sociedade em alta clamavam alto e bom som pelo encerramento das mesmas. O Estado fechou as ditas escolas e logo começaram a campanha pela abertura das ditas escolas advogando uma série infindável de prejuízos para as criança e respectivo saber adquirido. As ditas escolas vão abrir e já começam representantes dos mesmos a virem até ao adro a clamarem que estão esgotados

Que vida esta… porra! Este país não é para velhos!

segunda-feira, 29 de março de 2021

21.03.29

 

Era esperado. Puseram-se a jeito. Era apenas uma questão de tempo. Só os ingénuos por um lado e os espertos carreiristas que a tudo dizem sim ao líder podiam acreditar que nesta legislatura presidencial tudo iriam ser rosas, abraços e beijinhos. Agora aí tem a primeira prova da convivência entre Belém e S. Bento para este mandato presidencial. Este é apenas o primeiro cálice envenenado, outros lhes serão servidos pelo certo. O homem nunca enganou os precavidos.

Podem agora vir a terreiro reclamar, justificar, invocar a possível inconstitucionalidade da medida aprovada pela A. R. e promulgada pelo poder Presidencial, mas o mal feito lá atrás aquando da campanha para a eleição presidencial mostra como em política nada se resolve sem ideologia, e, esta não são tretas do passado, continuando a ser aquilo que distingue os políticos e as políticas. Direita e Esquerda continuam a existir assim como a luta de classes não se sublimou com a criação da designada "classe média" ou do "centralismo político". Designações, criações estas, uma e outra, de matriz híbrida como interessa ao agora designado «capitalismo civilizado». Como híbridas que são por natureza, não criam novas soluções, novas alternativas, antes gostam de passar o tempo a embaralhar as cartas para que tudo continue como dantes, tropas em Abrantes, enquanto o Zé pensar que o voto é a arma do Povo e o melhor é não fazer ondas, levar a “vidinha” sem grandes sobressaltos, que a vida do vizinho pouco lhe interessa.


sexta-feira, 26 de março de 2021

21.03.26

 

No baú da memória. 

Uma 2ª Via porque o original obtido no ano anterior ainda com 9 anos, ficou num sábado depois da MP perdido debaixo das pedras que faziam de baliza no num jogo de futebol no antigo Juncal.

Lourinhã, porque lá a obtenção da licença de bicicleta era mais fácil de obter do que na Câmara de Peniche. Pior foi depois no regresso subir até ao Casal da Foz com as forças a faltarem e o vento sempre o vento da nortada a empurrar para trás.

Contudo, um “sortudo” porque podia ir de bicicleta para a Escola I. C. de Peniche enquanto que alguns amigos tinham que fazer o caminho a pé pela praia do Baleal para podermos estudar, em busca de uma vida melhor do que a dos nossos pais.

Coisas que o baú trás à memória neste tempo de vida meia suspensa.



quarta-feira, 24 de março de 2021

21.03.24

 

Se o senhor fosse um político que tivesse como único objectivo a defesa dos interesses públicos do Estado que o senhor representa em nosso nome, não andaria nas bocas do mundo, nem seria notícia nos telejornais de canais televisivos “inimigos” de tudo que seja «causa publica» porque para aquela gente «causa publica» é ideologia de esquerda ou mesmo comunista.

Mas o senhor como político e como ministro (com letra pequena) quando abre a boca sai asneira.

Asneira, é todo o processo da alienação das barragens. Embora a empresa que detinha a posse das mesmas seja privada e como tal podendo gestioná-las de acordo com os interesses dos seus accionistas privados de maioria chineses, o senhor ministro (com letra pequena) tinha a obrigação moral e política de salvaguardar o interesse nacional.

Mas o senhor como político e ministro (com letra pequena) mostrou a sua pequenez para logo depois vir com uma outra Asneira (esta de letra maiúscula) que é o aumento do preço da água, porque com erros do modelo de desenvolvimento, o senhor não disse mas digo eu, seguido pelos diversos governos a água é efetivamente um bem escasso a salvaguardar. Mas, que fez o Ministério que o senhor comanda em relação à tão estudada e necessária barragem do Alvito no rio Ocreza? Preocupa-se mais o senhor e a sua equipa com os negócios que a exploração do lítio pode trazer, sem ainda se saber qual o impacto e o custo ambiental que as baterias do mesmo minério terão no futuro para o ambiente, isto para não falarmos na própria exploração do mesmo, já que a inoperacionalidade dos vários governos relativamente às minas de exploração de outros minérios que ficam abandonadas é de bradar aos céus.



segunda-feira, 22 de março de 2021

22.03.22

 

Na nossa juventude em terras de Peniche vivíamos os quatro. A família originária do outro lado do país, tinha quase toda ela saído das terras raianas de Idanha a Nova em busca de uma vida melhor que aquela que a terra pobre prometia aos que nela trabalhavam. Vivemos os quatro longe dos outros familiares. Dias festivos eram os dias das festas religiosas e os dias de aniversário, mas mesmo estes, sem festas que o dinheiro estava contado ao tostão para que pudéssemos, os dois filhos, estudar. Não sei se na cidade grande já se festejava o dia do pai nesse tempo sombrio dos anos sessenta do século passado. Não me recordo de lá na aldeia estas coisas destes dias serem lembradas. Celebrava-se o dia da mãe que era a 8 de Dezembro, dia feriado e festivo por ser o dia de Nossa Senhora da Conceição, então também considerada "Padroeira de Portugal". O mundo da aldeia estava muito longe do mundo da cidade. Mas também o país vivia amordaçado, fechado sobre si próprio num orgulhosamente "sós". O sonho de uma outra vida era muito condicionado pelo regime de uma ditadura feroz num entendimento quase perfeito entre os políticos e a igreja. Dizia-se à boca fechada, e era verdade, que as paredes tinham ouvidos.

Crescemos assim simples e humildes desconhecendo a vida na cidade grande. Cidade que nos tinha visto nascer mas de onde saímos ainda meninos.

Voltamos para a cidade grande para continuarmos a estudar ainda e sempre com os tostões todos contados, sem festas de aniversários a não ser um almoço ou jantar melhorado por uma sobremesa. Crescemos pois no ambiente familiar de um mundo a quatro quase à margem do mundo que nos rodeava.

Com o crescimento que os estudos nos davam fomos mudando e adaptando a nossa maneira de interagirmos com a sociedade. Aprendemos a gostar de política. Ganhámos consciência do que a política poderia dar à sociedade. A ideologia passou a fazer parte do nosso crescimento enquanto seres humanos.

Quando chegou a Liberdade ao nosso país, estava eu na guerra lá longe no designado leste angolano. Já o meu irmão terminava os estudos de economia. Só depois os meus pais passaram a ir ao cinema e ao teatro. Os tostões contados não terminaram mas davam para sem exageros viver a vida de forma mais folgada. Os filhos estavam arrumados, seguindo cada um o seu caminho em novos núcleos familiares.

Porque também somos aquilo que vivemos no passado, vivo indiferente às comemorações que se fazem dos dias, seja ele o dia do pai, seja o dia dos namorados, seja o dia da árvore ou outro qualquer. Vivo assim porque todos os dias são dias para celebrarmos a vida de forma positiva, agradecendo aos nossos deuses. Deuses que podem ser os nossos pais estejam eles onde estiverem, já que pouco importa a distancia que nos separa pois há sempre pelo menos um céu que nos une. É assim que mudo de ano não a um de Janeiro mas a vinte e dois de Dezembro.

Não ligando importância às comemorações que a sociedade actual instituiu, ligo, contudo, importância ao dia 22 de Março de mil novecentos e quarenta e sete. O dia em que a árvore que anos antes o amor entre cristão e cristão-novo criou, permitiu que dela saísse o fruto que neste dia criou uma outra árvore que passado cerca de três ano deu os seus dois frutos. O primeiro chamou-se João e o segundo dá pelo nome de Carlos.




sexta-feira, 19 de março de 2021

21.03.19(2)

 

Há quem não goste criticando e perguntando da necessidade do Senhor se apresentar perante as câmaras televisivas fardado com camuflado.

Desde o início desta "nova-guerra" que sou da opinião que os militares deveriam estar também na frente das decisões. Políticos defenderam que isto não era uma questão de guerra mas sim de saúde pública. Vai daí, ignoraram os militares e mandaram-nos a quase todos nós ficarmos entrincheirados nas nossas casas.

De batalha em batalha, sempre confinados mais ou menos entrincheirados, nunca o número de feridos e mortos deixou de ir paulatinamente subindo. Um tempo houve que altos responsáveis políticos clamavam o sucesso da sua decisão de confinados metermos a cabeça nas areias do nosso litoral. Gritaram os bobos da corte o nosso milagre. Andávamos neste jogo viciado de sueca a discutir o milagre, e, o inimigo invisível saltando de festa em festa, de convívio em convívio, viajando sem passe social nos parcos transportes públicos, sempre na sua forma silenciosa de atacar batendo palmas ao o êxito da sua táctica mortífera mascarando-se em novas versões.

Os do cientismo moderno apresentaram a arma salvadora para podermos voltar ao passado. A nova arma da quarta geração tecnológica era e é, a velha vacina, agora desenvolvida por novos caminhos do cientismo moderno prometendo não só combater o vírus como garantir maiores e chorudas riquezas aos seus donos accionistas.

Perante a necessidade de um planeamento para a vacinação da população constituíram os políticos uma «task force» para a montagem e aplicação das tão esperadas, desejadas e sonhadas vacinas. Naquele grupo foram pela primeira vez incluídos militares. Para chefiar a tal «task force» um elemento civil, daqueles que não têm cartão de filiação partidária mas quando o partido governa estão sempre como administradores numa qualquer entidade pública ou privada. Todos conhecemos a quase anarquia que foram os primeiros tempos da vacinação. Atrás de um erro conhecido outros se lhe seguiam. Estava montado o baile que alimentava os vampiros televisivos tão sedentos de sangue andam nestes últimos anos. Com a moral em baixo vimos o tal elemento civil, daqueles que não têm cartão de filiação partidária mas quando o partido governa estão sempre como administradores numa qualquer entidade pública ou privada, sair pela porta dos fundos. Desorientados, os políticos que mandam nestas coisas viram no Senhor Almirante a esperança de que a anarquia vigente acabasse. Em boa hora o fizeram, muito tarde mas fizeram. E, com um marinheiro Almirante ao leme a «task force» mudou radicalmente de imagem. O plano de vacinação passou a ter um rumo. Como em qualquer batalha há sempre novos trilhos, velhas veredas que têm de ser percorridas. Todas as mudanças de trilhos, todas as alterações são encaradas pela «task force» como necessárias ao cumprimento das metas que se propõem, deixando os vampiros e especialistas televisivos à procura de qualquer virgula que não esteja bem colocada.

Fez e faz muito bem o Senhor Almirante ter-se rodeado dos seus operacionais, onde os elementos civis não foram esquecidos, para comandar a operação do Plano de vacinação. O se apresentar em camuflado é normal, está a comandar uma batalha de uma guerra-de-tipo-novo que os políticos não quiseram reconhecer como tal, limitando-a a um problema de saúde publica apenas. A guerra-de-tipo-novo já matou muita gente, já deixou muitas mazelas nos feridos que foi fazendo, já deu cabo da vida familiar a muitas famílias, já fechou muitas empresas, mandou para a falência milhares de pequenas empresas e já fez gastar milhões de milhões ao Estado que um dia os vampiros da alta finança irão pedir e todos nós ou os nossos vindouros a vão pagar com língua de palmo e meio, principalmente se tudo voltar ao antigo passado pré-pandemia.



PS: Sou Filho de guarda-fiscal, fui educado na disciplina para-militar. Não sou militar. Fui militar obrigado a contra-gosto quando jovem. Aprendi que há militares e militares. Respeito-os sem medo.