Há
quem não goste criticando e perguntando da necessidade do Senhor se
apresentar perante as câmaras televisivas fardado com camuflado.
Desde
o início desta "nova-guerra" que sou
da opinião que os militares deveriam estar também
na frente das
decisões.
Políticos defenderam que isto não era uma questão de guerra mas
sim de saúde pública. Vai daí, ignoraram os militares e
mandaram-nos a
quase todos nós ficarmos
entrincheirados nas nossas casas.
De
batalha em batalha, sempre confinados mais
ou menos entrincheirados,
nunca o número de feridos e mortos deixou de ir paulatinamente
subindo. Um tempo houve que altos responsáveis políticos clamavam o
sucesso da
sua decisão de confinados
metermos a cabeça nas areias do nosso litoral. Gritaram os bobos da
corte o nosso milagre. Andávamos neste jogo viciado de sueca a
discutir o milagre, e, o inimigo invisível saltando de festa em
festa, de convívio em convívio, viajando
sem passe social nos parcos transportes públicos,
sempre na sua forma silenciosa de atacar batendo palmas ao
o êxito da sua táctica mortífera mascarando-se
em novas versões.
Os
do cientismo moderno apresentaram a arma salvadora para podermos
voltar ao passado. A nova arma da quarta geração tecnológica
era
e
é,
a velha vacina, agora desenvolvida por novos caminhos do cientismo
moderno prometendo
não só combater o vírus como garantir maiores e chorudas riquezas
aos seus donos accionistas.
Perante
a necessidade de um planeamento para
a vacinação da população constituíram
os políticos uma «task
force»
para a montagem e aplicação das tão esperadas, desejadas e
sonhadas vacinas. Naquele grupo foram pela primeira vez incluídos
militares. Para chefiar a tal «task
force»
um elemento civil, daqueles que não têm cartão de filiação
partidária mas quando o partido governa estão sempre como
administradores numa qualquer entidade pública ou privada. Todos
conhecemos a quase anarquia que foram os primeiros tempos da
vacinação. Atrás de um
erro conhecido outros se lhe seguiam. Estava montado o baile que
alimentava os vampiros televisivos tão sedentos de sangue andam
nestes últimos anos. Com a moral em baixo vimos o tal elemento
civil, daqueles que não têm cartão de filiação partidária mas
quando o partido governa estão sempre como administradores numa
qualquer entidade pública ou privada, sair
pela porta dos fundos. Desorientados, os políticos que mandam nestas
coisas viram no Senhor Almirante a esperança de que a anarquia
vigente acabasse. Em boa hora o fizeram, muito tarde mas fizeram. E,
com um marinheiro Almirante ao leme a «task force» mudou
radicalmente de imagem. O plano de vacinação passou a ter um rumo.
Como em qualquer batalha há sempre novos trilhos, velhas veredas que
têm de ser percorridas. Todas as mudanças de trilhos, todas as
alterações são encaradas pela «task force» como necessárias ao
cumprimento das metas que se propõem, deixando os vampiros e
especialistas televisivos à procura de qualquer virgula que não
esteja bem colocada.
Fez
e faz muito bem o Senhor Almirante ter-se rodeado dos seus
operacionais, onde os elementos civis não foram esquecidos, para
comandar a operação do Plano de vacinação. O se apresentar em
camuflado é normal, está a comandar uma batalha de uma
guerra-de-tipo-novo que os políticos não quiseram reconhecer como
tal, limitando-a a um problema de saúde publica apenas. A
guerra-de-tipo-novo já matou muita gente, já deixou muitas mazelas
nos feridos que foi fazendo, já deu cabo da vida familiar a muitas
famílias, já fechou muitas empresas, mandou para a falência
milhares de pequenas empresas e já fez gastar milhões de milhões
ao Estado que um dia os vampiros da alta finança irão pedir e todos
nós ou os nossos vindouros a
vão pagar com língua de
palmo e meio, principalmente
se tudo voltar ao antigo passado pré-pandemia.

PS: Sou
Filho
de guarda-fiscal, fui educado na disciplina para-militar. Não
sou militar. Fui militar obrigado a contra-gosto quando jovem.
Aprendi que há militares e militares. Respeito-os
sem medo.