Na sala
de espera no terceiro piso de Santa Marta espero que o meu número
apareça no ecrã para consulta de cardiologia a pedido da médica de
família.
De
novo, como aquando da última consulta em Vila Franca de Xira, de
manhã se instalou no peito um tipo de ansiedade quase medo, que
nunca tinha sentido antes. Vamos ver se as notícias são como foram
as de urologia, mas até entrar no gabinete do médico vou sentir
este aperto ansioso. Coisas que a idade trás.
Para
passar o tempo nada melhor que escrever ou ler. Como não trouxe
nenhum livro, escrevo.
Logo
de manhã na volta matinal pensei nos três milhões e tal de vacinas
“covid” que foram para o lixo.
Aqui
há uns anos atrás o Planeta foi invadido pelo medo da gripe das
aves. A nossa comunicação social esfregou as mãos de contente,
tinham matéria da boa para difundirem aos sete ventos o medo e ao
mesmo tempo atacar o SNS na pessoa da Ministra da Saúde de um
governo do PS.
Sem
grande histórico e pressionados trinta e seis horas em vinte em
quatro de um dia, o Governo encomendou milhões de vacinas para fazer
frente à terrível gripe das aves. Felizmente a coisa não foi tão
grave como se chegou a temer. Dos milhões encomendados, salvo erro,
dois foram para o lixo, com a comunicação social a fazer nova
novela criticando cálculos das previsões e posteriormente os gastos
gerados.
Nesse
tempo cada país da UE tinha que adquirir as suas vacinas e
felizmente as piores previsões para a saúde pública não se
comprovaram, daí as que se tiveram de inutilizar.
Em
2020 a situação é diferente. A OMS decretou a situação do vírus
"sars-cov 2" como pandemia. Inicialmente não havia
antídoto para o malvado vírus. O número de mortos por ação do
malvado, todos os dias aumentava, os hospitais lotados, os
profissionais de saúde à beira do esgotamento numa luta titânica
ao serviço do SNS, enquanto a medicina privada se recusava a
colaborar. Os da UE, perdidos nas medidas a tomar, decidem depois de
muito discutir que as vacinas que acabavam de serem aprovadas pelo
organismo competente, fossem negociadas de forma conjunta, isto é,
adquiridas pela UE e não por cada um dos membros.
O
pânico e o medo de braço dado dominavam na sociedade com os
políticos a fecharem as populações em casa. Li que a senhora que
está a frente da UE terá estabelecido com o laboratório Pfizer a
intenção de compra de dez doses por cada cidadão da União
Europeia. Pfizer é o laboratório onde o marido da senhora trabalha,
coincidências, a que não é alheio o processo que o laboratório
"AstraZeneca" interpôs contra a UE por a senhora ter
unilateralmente rasgado o contrato que a UE tinha estabelecido com
eles, passando a privilegiar a Pfizer.
Ainda
apanhei a segunda dose, mas já não compareci para a toma da
terceira dose. A senhora e os seus vassalos que se lixem, que nós
cidadãos portugueses e europeus para além de andarmos a pagar os
desfalques que os vigaristas do sistema financeiro fazem nos bancos
privados, estamos a contribuir para o roubo (lucro) que a empresa
onde o marido da senhora trabalha está a arrecadar à
custa de um vírus.
Empresa a
que
muitos apontam
o dedo de
estar na origem da propagação do vírus por um erro voluntário ou
involuntário nunca se irá saber no
seu laboratório localizado na cidade chinesa de Wuhan .
Coincidências
só coincidências.
Na consulta o médico especialista de cardiologia do Hospital de Santa Marta não viu nada que necessitasse de intervenção para já. Contudo prescreveu-me uma prova
de esforço a realizar no hospital, informando-me que a mesma poderia demorar uns meses
a sua realização. Depois de efetuar a prova seria marcada nova
consulta para ele poder analisar melhor a situação. Cumprimentando-o saí do gabinete e desço ao piso um para
tratar então das marcações.
Tiro
nova senha e aguardo a chamada. Entrego os papeis no guiché e a
senhora que me atendeu perguntou-me se o médico tinha pedido
urgência para o exame, encolhi os ombros dizendo-lhe que ele me
disse que poderia demorar meses. Então a senhora disse-me se eu
queria fazer o exame ainda este mês, pedindo-lhe educadamente que
seria melhor para o mês de Junho, porque quero ir uns dias à Beira
Baixa. Já tenho a prova de esforço marcada assim como a próxima
consulta, no mês de Junho porque eu pedi senão ainda poderia ter a
prova de esforço feita este mês.
E
andam tantos “papagaios” nos órgãos de comunicação social
televisiva e escrita a dizerem mal, a falarem cobras e lagartos do
SNS.
Santa
Marta é um Hospital Universitário num edifício antigo, que talvez
aguarde pelo sempre falado e esperado novo Hospital Oriental de
Lisboa que já leva quarenta anos de promessas e projetos.
A
esta situação junto o que me aconteceu com a minha médica de
família aos prescrever-me vários tac’s também me disse que os
mesmos poderiam demorar alguns meses a realizar. Passado cerca de 15
a 20 dias após a consulta tinha os relatórios dos tac’s efetuados
na minha mão.
Daí,
concluir que anda muita gente a ver televisão e a deixar-se ir na
conversa dos “papagaios” e “servos” que por lá andam lançando o medo na população, inimigos convictos que são do Serviço
Nacional de Saúde publico.
SNS
que vai funcionando contra tantos inimigos do Estado Social, em
grande parte devido aos profissionais da saúde que nele trabalham e
por ele sofrem condições de trabalho que mereciam melhor atenção e condições por parte dos vários governantes.
Bem
hajam, todos os profissionais que contra ventos e marés aguentam o
Serviço Nacional de Saúde, onde fui sempre bem tratado.
(fotos obtidas na net)