segunda-feira, 18 de abril de 2022

22.03.26

 

É difícil fechar os olhos. Os ouvidos ele consegue, já os olhos é mais difícil. A vida no mundo que conhece tornou-se perigosa. O pensamento unilateral prevalece. Não há lugar ao contraditório. Se alguém não apoia o líder ucraniano é apontado de imediato pela maioria de dedo em riste, como apoiante defensor do líder russo.

Para ele, são dois lideres quase iguais, com algumas diferenças mas no fundo andam muito perto na forma como olham e tratam as oposições e o próprio povo que vive nas suas fronteiras. Ambos favorecem e financiam milícias que difundem a ideologia ariana, ostentando símbolos fascistas e nazistas. Milícias que matam cidadãos só porque não são do seu sangue, da sua cor, da sua descendência de raça branca caucasiana, ou não perfilham a sua religião cristã, são coitados, cidadãos diferentes, mortos, violados, queimados vivos, com a justiça e as forças policiais desses países a olharem para o lado. Esta tudo documentado para quem gosta de saber o outro lado das coisas.

Pouco se importa que o acusem de “putinista” ou de ser de extrema-esquerda. É para o lado que melhor dorme, sorrindo ao recordar os jovens revolucionários do grande partido MRPP ou dos chamados Grupos ML, como a UDP e a FEC, assim com os Troskistas, do PSR ou da LCI, hoje todos ou quase todos a desfilarem com bandeirinhas de apoio ao Levinsky como o grande herói, o grande educador que financia as milícias fascistas, nazis e hitlerianas do «Setor Direita», do «batalhão Azov», do «Svoboda» ou do «C14» só para falar nalgumas destas organizações.

Mas, para gente bem instalada na vida, aderente do pensamento único vigente, ele é ou será um perigoso esquerdista que defende que Portugal não deveria fazer parte da NATO.

NATO, uma organização militar democrática ao serviço de vários países a mando do Governo dos Estados Unidos da América, que se julgam donos dos destinos do mundo, segundo a vontade dos falcões da indústria militar americana altamente lucrativa e tão necessária à economia daquele país.

Caminhando na manhã cinzenta nem quer recordar as intervenções que os falcões americanos fizeram com a sua muito democrática NATO para bem da vontade do povo soberano de vários países.

Será sina sua a de ser considerado como elemento perigoso no seio da sociedade por se recusar a alinhar no rebanho do pensamento único. Já quando participava como militar operacional na guerra em Angola, os PIDES da Catota e do seu Batalhão na pessoa do médico da CCS que prestava assistência à sua companhia o tinham catalogado como «alferes comunista» e não fosse o Major do Batalhão o chamar à CCS num dia em que quase todos os oficiais estavam para Silva Porto, levá-lo para o seu gabinete e avisa-lo do que o filho da puta do médico era PIDE e queria-o foder. Não fosse o Major Segundo Comandante do Batalhão e o seu caminho de vida poderia ter sido outro.

Recusa-se a tomar partido naquela guerra. Ele é pela Paz e contra a guerra, sabendo que todas as guerras são políticas e tem as suas causas. Causas que deveriam fazer pensar muitos dos que se dizem democratas ou mesmo liberais democratas, porque sempre que há uma guerra quem mais sofre são os cidadãos indefesos, as crianças, os velhos e as mulheres.



22.03.25

 

Ao ler "A Ditadura da Felicidade" pensou na Isabel, a mãe das suas filhas, no mesmo instante pensou em como nem com ela nem com a Gabriela, encontrou o calor humano que lhe falta para afastar de si o frio que vive no seu peito solitário. Olhou as copas das árvores pela janela e sentiu o medo a dúvida se com ela seria diferente ou se também ela não o iria acompanhar na visão deste mundo que nos rodeia e amordaça, que faz de nós simples espetadores da ópera bufa que dia a dia nos servem em serviços de leve, coma e deite no lixo, tendo atenção ao contentor. Um frio que se transforma no sentir da existência do nada.

Mesmo assim, são as lembranças do passado e as dúvidas do presente que lhe dão algum alento. Elas são como que biocombustível que lhe alimenta a esperança de dias mais serenos, num mundo mais solidário entre nações, entre os povos de diferentes origens.

Tem consciência de que caminha solitário na outra margem na travessia do deserto. Sabe que é há muito um tresmalhado do rebanho, não se incomodando. É já um septuagenário com consciência de que já caminha pela reta final. A sociedade e o seu rebanho nada se importam com ele, é apenas mais um velho rabugento, teimoso de ideias que faz parte das estatísticas, um custo social que têm de suportar e pouco nada mais que isso. Ele sabe, ele tem consciência que a sociedade enquanto mundo não está contra si, tão insignificante ele é, antes, é ele que está contra a sociedade que ajudou a construir enquanto jovem e trabalhador.

Vive tempos amargos. Tempos de solitário em revolta contra o pensamento único que a guerra provocada pela invasão da Rússia à Ucrânia veio despoletar. Pensamento único tal como terá existido no século XVI e seguintes no seu país. A quase diferença é que agora no século XXI os maus, os representantes de satanás são os russos e para já não são os judeus ou os roma ou outras gentes acusados de bruxaria. O que se seguirá depois não imagina, resistindo com o frio no peito, um sentir da existência do nada.

Vagueia na internete em busca de outras notícias, de outros casos, de outras guerras sem bombas, que também elas influenciam presumivelmente as nossas vidas.

Olhou com atenção as diversas fotos e vídeos que passaram nas televisões e observou na internete a figura do quase passar despercebido do Primeiro Ministro português naquela reunião dos líderes dos países da NATO, do G7 e da União Europeia. Para além das declarações que o seu ministro dos Negócios Estrangeiros emite subordinado a tudo o que dizem os americanos, pouco ou nada conhece de importante de que pensa o Governo português das sanções que o americano, velho instigador de guerras, veio declarar na tal reunião de líderes, onde de facto fizeram falta políticos com noções claras de qual o papel da União Europeia no contexto mundial.

Andando na outra margem vai anotando as guerras institucionais entre os dois políticos mais importantes do país. Às intrigas, às intromissões e constantes comentários e declarações para lá do razoável que o poder presidencial confere ao político Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da Republica, desde que iniciou o seu segundo e último mandato – intromissão na escolha do candidato a secretário geral do seu partido político; o seu papel na não aprovação do Orçamento de Estado; a sua participação dissimulada na campanha eleitoral – respondeu agora o Primeiro Ministro, que contra todas as previsões dos órgãos de comunicação afetos ao Presidente, lhe mostrou com a nomeação dos futuros Ministros, não só o peso da maioria absoluta conseguida, como que, cá se fazem cá se pagam. E, a procissão ainda nem sequer se formou completamente. Promete a política interna deste pobre país.

Quanto à infeliz notícia da morte de um polícia, penso que o discurso do senhor Almirante Gouveia e Melo aos fuzileiros, tirou o tapete às toupeiras presidenciais na comunicação social.

Aguardemos ,que nem os sinos tocaram a rebate nem os foguetes se ouviram…

quinta-feira, 24 de março de 2022

22.03.23

Nunca foi um homem da diversão noturna. Nem para estudar, porque mal começava a ler logo se deixava dormir. Em conversas de amigos pela noite dentro sim, de resto a noite para ele sempre foi negra como um dia na guerra olhou a morte.

O que se passou recentemente à porta de uma casa de divertimento noturno, tem causas que não conhece de todo. Limita-se a ouvir as notícias da morte do infeliz polícia assim como dos presumíveis culpados, sendo que pelo menos dois deles são ou pertencem ao corpo de fuzileiros. Fuzileiros que são a tropa especial da Marinha. Os fuzileiros, no seu tempo de serviço militar, estavam para a Marinha, como os comandos para o Exército e os paraquedistas para a Força Aérea. Com as reformas que vão acontecendo parece-lhe que a força especial dos paraquedistas está agora integrada no Exército.

Como os fuzileiros pertencem à Marinha que têm como Chefe do Estado Maior da Armada o senhor Almirante Gouveia e Melo que, como ficou à vista de todos aquando da sua nomeação, o mesmo não era escolha do agrado do Comandante Chefe das Forças Armadas, que é o Presidente da República, hoje há hora de almoço já viu o Presidente aparecer a comentar o caso da morte do infeliz polícia nos canais do seu amigo político Balsemão.

A vida do senhor Almirante Gouveia e Melo não será fácil nos próximos tempos. As toupeiras de Belém não lhe irão dar descanso. Ainda há pouco tempo o Presidente da República como Comandante Chefe das Forças Armadas vetou a nomeação de um oficial da Marinha proposto pelo senhor Almirante Gouveia e Melo.

Aguardemos a ação das toupeiras comunicacionais televisivas com os seus dizeres cínicos… que as águas vão andar agitadas neste tempo de pensamento único tão do agrado desta nova maioria que se formou com a maldita guerra na Ucrânia.


Depois do jantar leu os blogs que vai seguindo, assim como o que dizem os links lá aconselhados. Viu o outro lado da informação sobre a guerra. Guerra que tem causas que o pensamento único vigente não só omite como ignora e censura. Procurou de seguida ver um pouco de televisão mas como não dá ouvidos aos canais generalistas cheios de paineleiros que tudo sabem, acabou por ouvir falar de futebol e do mundo de interesses que se movem à volta dos chamados grandes clubes nacionais. Como aquilo é um fandango mal dançado logo se deixou dormir no sofá.

Já na cama, durante a noite, ao acordar escutou os sinais do corpo. A bexiga ainda estava calma. Quis lembrar-se do que estava a sonhar mas não foi capaz. Ficou contudo a ideia de que seria sobre a guerra e o pensamento único que domina não só na comunicação social mas na sociedade em geral, onde a minoria que pensa diferente é logo acusada de ser a favor do russo Putin, a fazer lembrar-lhe o velho slogan salazarista de que quem não está a meu favor, está contra mim, é comunista. Quarenta e oito anos de democracia onde se melhorou as condições de vida dos portugueses, mas as públicas virtudes e os brandos costumes salazaristas vestiram-se de roupagem democrática continuando na essência a dominar o pensamento da grande maioria dos portugueses.

Recorda o poema de Bertolt Brecht no livro da coleção Forma que lhe custou na altura 40 escudos em Setembro de 1972, poema que diz o seguinte:


Os tempos modernos não começam de uma vez por todas.

Meu avô já vivia numa época nova.

Meu neto talvez ainda viva na antiga.


A carne nova come-se com velhos garfos.


Época nova não a fizeram os automóveis

Nem os tanques

Nem os aviões sobre os telhados

Nem os bombardeiros.


As novas antenas continuaram a difundir as velhas asneiras.

A sabedoria continuou a passar de boca em boca.

(Bertolt Brecht)



Ao caminhar com a sua amiga Sacha pelo caminho usual de quase todas as manhãs, as suas lembranças voaram para a casa dos seus avós em Segura, lá onde o Rio Erges divide o território nacional do espanhol. Nunca entrou na casa onde seu pai nasceu. O seu avô vendeu-a ainda ele era jovem. Gosta contudo de andar por lá e, quando lá voltar irá de novo fotografar quer as janelas quer a porta. Não sabe se o símbolo em pedra que consta de uma das janelas é um sinal de que naquela casa viveram cristãos-novos. Sabe que a trisavó do seu avô quando chegou à região vindo de norte com a sua família Caldeira, carregavam consigo a designação pouco abonatória de cristãos-novos, isto porque eram judeus sefarditas convertidos ao cristianismo. Não sabe, nem sequer se importa saber se a conversão foi para fugirem à fogueira ou se foi voluntária, sabe sim que vieram emigrando para a região entre Zebreira, Segura e Salvaterra do Extremo. Até podem ter vindo a fugir de Castela em vez de virem de outras terras mais acima na Beira Baixa. Talvez um dia vá averiguar apenas para conhecer um pouco das suas raízes e nada mais que isso, pois ele é português de lés a lés, com as raízes na fronteira terrestre cresceu à beira mar na fronteira com o Atlântico. A casa que foi de seus avós ostenta dois beirais sinal de algum desafogo económico de quem lá viveu. O que sabe é que tanto do lado dos seus avós paternos (Segura) como dos avós maternos (Zebreira) todos eram cristãos católicos. O seu avô paterno, Luís dos Santos Andrade, de alcunha Luís Mouco foi por duas ou três vezes Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Segura. Sim, naquela pequena aldeia mesmo na fronteira, no esquecido e abandonado interior raiano de Idanha-a-Nova existe e sobrevive ainda com muita dificuldade a Santa Casa da Misericórdia de Segura de idade bastante antiga. O seu avô não foi só Provedor como era Legionário, fervoroso defensor das políticas de Salazar. Um bom vivant de hotéis e putas em Castelo Branco que mandou com a casa agrícola para a insolvência. Da herança da casa agrícola insolvente sobejou para os quatro filhos um terreno com oliveiras que de todos os atuais herdeiros só ele conhecia a localização. Terreno que após a morte de seu pai conseguiu, comunicando tudo aos seus primos, regulariza-lo em seu nome e do seu irmão para posteriormente realizar a vontade de seu pai, com a doação do terreno à Santa Casa da Misericórdia de Segura, sendo na altura Provedor o sr. Eduardo da Preta.

Depois de registar essas suas recordações, olhou a conta de e-mail, passou os olhos pelo facebook onde continua a cumprir os vinte e nove dias de censura às suas publicações, fechou o computador e voltou à leitura.

 

terça-feira, 22 de março de 2022

22.03.19

Lê mais do que escreve. Lê para aprender. Lê porque gosta de ler. Nas entrelinhas do que lê sempre encontra motivos que o levam a pensar como tudo na sua vida poderia ter sido diferente. Vira a página. Acaba o capítulo. Termina o livro. Começa outro de novo. Mas não esquece. Entre páginas e capítulos há sempre um parágrafo, uma frase que o leva para longe, neste seu silêncio sofredor que carrega consigo dia e noite.

Não, não vai desistir, não é da sua natureza teimoso, desistir. A sua timidez impede-o, ele sabe, reconhece que é difícil libertar-se da timidez que há muito é sua companhia e contra a sua vontade continua a sofrer. Não sabe se irá vencer essa sua timidez de tantos e tantos anos mas não vai desistir.

Acabou de ler mais um livro "A Vida Brinca Comigo" de David Grossman. Leu-o não de uma assentada, mas quase de empreitada. Não pode negar que gosta de ler autores Judeus. Ele não é judeu. É português de lés a lés, simplesmente. Cresceu à beira mar com raízes na fronteira do esquecido e abandonado interior raiano de Idanha-a-Nova. Ao longo da leitura tomou notas que escreveu em folhas com esferográfica "Bic fina" um dia a azul e no outro a preto. Algumas vezes as frases que anotava levavam-no para o seu segredo silencioso, contudo sabe que não se pode imaginar o que não se viveu por medo. Um medo talvez covarde. Situação que tenta esquecer sem o conseguir por agora.

Hoje é sábado, dia 19 de Março. Dizem que é dia do Pai, dia de S. José para os que têm fé nos santos. Pouco lhe importa. Não liga a estes festejos de dias, promulgado pela sociedade que nos domina e parametriza o pensamento. Recorda o dia porque há muitos anos, tantos que já nem se lembra se tinham já as duas filhas ou apenas uma. Nesse ano, conduzia o seu Fiat127 deslocando-se para o trabalho quando no Restelo atropelou um senhor que inadvertidamente atravessou a estrada não lhe dando possibilidade alguma de não lhe bater. É a maior recordação que tem do designado dia do pai. A vida prega-nos muitas partidas.

Abre o computador, apenas para ver o seu e-mail e talvez dar continuidade ao que vai escrevendo no telemóvel, que funciona como mais uma gaveta de memórias que o tempo se encarrega de transformar em recordações. Passa os olhos pela rede social e lá continua o sinal de «conta restrita». Lê e vê o que outros publicam. Muitas mensagens e fotos a festejarem as lembranças, as saudades que quem as publica tem do seu pai. Um dia, onde o passado de muitos está semeado de recordações.

Recorda a frase que leu e anotou nos seus papeis «na vida há coisas que podem ser concretizadas e outras que não podem. As que se concretizam, esquecemo-las imediatamente. Contudo, as que não conseguimos concretizar, guardamo-las eternamente no nosso coração como algo que nos é muito caro» (Kyoichi Katayama – Um grito de amor desde o centro do mundo). Sorri para si. 


Salva o que escreveu no computador e desliga-o.

 

22.03.17 Inicio

Ao sentar-se à secretaria, vestiu o roupão, colocou a manta sobre as pernas e olhou pela janela o céu com o dia a clarear. O vento corre forte pela rua da urbe, avisando-o para se preparar para o frio que o vento sempre agudiza. A Isis já subiu para cima da secretária, já se sentou em cima dos livros ficando a olhar para os movimentos que faz no ecrã do telemóvel onde escreve. Hábitos que ela repete quase todas as manhãs, indiferente ao que se passa lá fora no mundo, onde as desgraças da falta de água potável, da fome, do trabalho escravo e infantil, as várias guerras estão em expansão a mando dos senhores sem rosto que decidem no mundo, satisfeitos nos seus palácios com os rendimentos materiais que as mesmas desgraças lhes garantem através das ferramentas criadas e aceites como forma de vivência em sociedade.

Ele para e fica a olhar para a sua gatita que olha fixamente ora para a sua caneta ora para a rua, questiona-se com o que estará ela a pensar, a ver, a observar no seu mundo de gata que desconhece e nem imagina como será. Até o seu próprio pensamento por vezes ele desconhece temporariamente. Olha o relógio. Está na hora de se vestir para o passeio matinal com a sua outra amiga, a Sacha.

O tempo está cinzentão, o vento acalmou. Os da meteorologia anunciam chuva por vezes forte. Faz uma pausa para no próprio telemóvel olhar a previsão. Diz-lhe o mesmo que a previsão de chuva às sete da manhã é de 58%. Lá no seu canto raiano também as previsões dos aguaceiros são animadoras com intervalos para que a terra possa absorver a água abençoada deste início de Primavera. As barragens locais estão com boas reservas, cheias ou quase, para garantir o regadio que intensivo cresce em exponencial, alterando completamente a paisagem e a biodiversidade dos campos que se encontram abastecidos pela barragem Marechal Carmona. Preveem-se milhões de investimento para a manutenção da rede a fim de evitar as enormes perdas de água que a idade da rede com os seus cinquenta anos potencia, também pelo desleixo e incúria que têm existido ao longo dos anos, mas isso não se pode dizer, não é politicamente correto. O correto é pedir subsídios e financiamento versus endividamento para permitir a manutenção da rede e sua adequação aos novos tempos de cultivo super intensivo e intensivo de amendoal e olival em nome da campanha levada a cabo pelo Município de ser uma Bio-Região ou Região-Bio, designação que permite a quem preside aos destinos do Município uma certa visibilidade pessoal e política. Assim se vai cantando e rindo, prometendo-se sol na eira e chuva no nabal. As eiras foram um bem necessário quando no passado as gentes da terra tinham de semear cereais para a própria sobrevivência das suas casas, hoje são lembranças, reminiscências de um passado muito sofrido; já o nabal virou hectares a perder de vista de árvores pequenas plantadas umas em cima das outras como manda o plantio super intensivo do amendoal e olival. Todo esse mar de pequenas árvores em cima uma das outras se traduz em investimento em nome do progresso e do desenvolvimento da região, dizem-nos os senhores que governam.


Depois da volta matinal sem pingo de chuva, embora o céu se apresentasse cinzentão ameaçando chover, do pequeno almoço tomado, procurou no telemóvel mensagem que normalmente o Hospital de Vila Franca de Xira lhe envia a relembrar a marcação de consultas e análises. Não encontrou. Procurou então na pasta de arquivo onde guarda tudo o que diga respeito à sua saúde. Procurou uma e outra vez. Apenas o pedido de consulta que o médico tinha efetuado na consulta de Setembro do ano passado está arquivado.

Procurou no telemóvel o número do hospital e ligou. Do lado de lá a gravação diz-lhe para ligar dentro do horário normal de serviço. Olhou as horas ainda não eram nove. Voltou a verificar todos os documentos. O hospital normalmente nunca lhe falhou, quer com análises quer com a consulta. Passava das nove quando voltou a ligar. Deram-lhe a música habitual e pacientemente aguardou o tempo necessário até que do outro lado ouviu uma voz humana de verdade. Apresentou a razão do seu telefonema. A senhora funcionária do hospital do serviço de marcação de consultas pediu-lhe o nome e a data de nascimento que ele prontamente deu e aguardou, até que a senhora lhe diz que o doutor já não tem vaga até ao final do mês de Maio. Engoliu em seco o murro no estômago respirando fundo, disse à senhora que ficava então a aguardar que lhe dissessem para quando a consulta, já que o que lhe apetecia dizer ela não tinha culpa. Do outro lado a senhora dizia que ia enviar um email aos serviços sobre o seu caso. Desligou. Respirou fundo várias vezes e ligou o computador para também ele enviar um e-mail a solicitar a marcação da consulta. É a primeira vez que tal lhe acontece. Ele que é um defensor acérrimo do SNS universal e público, com consciência das limitações que o mesmo atravessa pelas políticas governamentais que vêm esvaziando ao longo dos anos o SNS em recursos humanos e técnicos, vê agora a diferença do que era a gestão do Grupo Melo Saúde para a gestão pública dos serviços do mesmo hospital. Nunca durante a gestão anterior teve qualquer problema no atendimento do mesmo, quer em consultas normais, quer nas deslocações à urgência, mas quem manda pode e lá saberão o porquê de não renovarem o contrato com o Grupo Melo Saúde. Aquilo que na sua ótica funcionava bem, deixou de funcionar. Diga-se em abono que tem muitas dúvidas sobre a competência da equipa que dirige a Saúde. Ao procurar pela marcação da consulta encontrou as “cartas-cheque” que lhe enviavam para ele escolher uma unidade de saúde privada quando aguardava pela marcação cirúrgica no hospital, onde na segunda carta o prazo de espera de uma das unidades de saúde privadas era superior ao tempo que lhe indicavam ser o do seu hospital público. “Cartas-cheques” a forma como os governantes ( tanto à esquerda como à direita), híbridos nas suas ações, escolheram para em vez de investirem no SNS público, alimentarem desse modo os amigos do negócio privado da saúde. Assim não há estado Social que não empobreça. Quando o exemplo vem do topo passa a coisa pública a ser gerida pela estrutura com falta de profissionalismo e humanismo. O que lhes interessa para a sua carreira pessoal são os rácios que com estes erros se obtém para apresentarem aos amigos liberais de Bruxelas, que indiretamente nos vão governando nas grandes opções de política económica e social.

Já que estava com a mão na massa, depois de enviar educadamente o e-mail ao hospital, enviou outro ao Centro de Saúde solicitando novamente a marcação de uma consulta para a sua médica de família da qual só conhece o nome. Desde o início de 2020 que não mais foi ao Centro de Saúde, senão apenas para levantar a prescrição dos medicamentos que toma regularmente para a pressão arterial. Prescrição que solicita por e-mail e foi num desses pedidos que soube o nome da sua nova médica de família.

Ainda olhou os blogs que segue, preparando-se para ir almoçar com o amigo de infância que ao tempo e no Centro de Saúde a seu pedido, solicitou ao Hospital de Vila Franca de Xira uma consulta de urologia. Consulta que fez toda a diferença na saúde de sua vida.


Da guerra que vai lá pela Ucrânia invadida, apenas fala normalmente com o seu irmão ao telefone, já que para os dois não há apenas um lado mau na origem da mesma, mas essa visão dos factos está quase proibida pela opinião pública que corre na sociedade do pensamento único existente. Para essa maioria de pensamento único, só o filho da puta do Putin com a sua estrutura de apoio são os únicos culpados. Cegos que querem ser, incapazes de olhar para o governo do comediante ucraniano Levinsky, de forma um pouco independente para com essa réstia de independência que ainda possam ter, abrirem a pestana das células cerebrais e verem o apoio que os ditos governos democráticos saídos do golpe da designada revolução laranja na Praça Maidan tem dado às diversas milícias (Batalhão Azov, Setor Direita, Svoboda…) que impunemente ostentam e difundem com orgulho símbolos nazis, a forma como branquearam a figura de execrável nazi Stepan Bandera promovendo-o a herói nacionalista com estátua e tudo. Situação essa que levou o primeiro ministro do governo de Israel a recusar o pedido de Levinsky para que as negociações entre ucranianos e russos se realizassem em território israelita, recomendando ao ucraniano a reposição da verdade histórica sobre os crimes que Stepan Bandera e os seus homens cometeram contra os Judeus nos campos de concentração nazi ao serviço de Hitler, assim como retirar todo o apoio às milícias nazis que estão integradas nas estruturas governamentais. Milícias que matam e violam Judeus ucranianos, russos ucranianos, o povo roma (ciganos), gays e imigrantes. Mas, o realçar das razões apontadas pelo primeiro ministro israelita não passa na censura auto-aceite do pensamento único, que a cegueira do ódio ao ditador filho da puta Putin o confunde com o povo russo colocando todos na mesma bandeja servida pela quase totalidade da comunicação ocidental obediente aos interesses dos falcões americanos e dos súbditos vassalos da UE perante aqueles.


Hoje já estamos a viver o início dos tempos negros que a guerra na Europa oriental nos irá presentear.

 

sexta-feira, 18 de março de 2022

22.03.16 - Mães

Ao acordar lembrou-se que tinha deixado as calças penduradas na porta da casa de banho. Vestiu-se, olhou o tempo no telemóvel e espreitou pela janela o céu. Como as poeiras continuavam no ar, saiu de casa com a máscara para se proteger das mesmas.

Seguiram o caminho normal de todas as manhãs. Já as mesmas pessoas de todas as manhãs chegavam e partiam para os seus locais de trabalho. Era um pouco mais cedo que nos dias anteriores. As poeiras em suspensão no ar dão uma tonalidade à luz esquisita agoirando desgraças.

Enquanto caminhava recordou o sofrimento da sua mãe quando ele esteve na guerra em Angola. Não teve coragem de se despedir dela. Nem dela nem do seu pai. Só o irmão com os primos da Azambuja estavam presentes no aeroporto do Figo Maduro na noite em que embarcaram para o destino incerto daquela guerra sem sentido, de onde tantos inocentes lá ficaram abandonados, outros regressaram em caixões e outros ainda inválidos para o resto das suas vidas de deficientes militares. A sua mãe chorou lágrimas que ele não viu, não quis ver porque não teve coragem. Tinha decidido que iria para a guerra. A ideia do desertar tinha ficado para trás. Aquela guerra não era sua nem dos seus soldados, quase todos ainda mais novos que ele próprio nos seus vinte e um anos. Contudo a oposição mais séria ao regime era na altura favorável ao não desertar. Cada oposicionista podia desempenhar naquela guerra o papel de consciencializar os seus camaradas da injustiça não só da guerra como do regime que nos oprimia com mão de ferro.

Por duas vezes no dia do embarque olhou a casa nos Olivais onde vivia com os pais e o irmão mais velho, que por andar a estudar em económicas tinha pedido espera do serviço militar. Por duas vezes o coração bateu dorido de uma dor que nem sabe descrever. Os olhos choraram lágrimas de revolta que ninguém viu, imaginando a dor, os ais, o choro de sua mãe quando visse o seu irmão com os primos da Azambuja entrarem em casa aquela hora da noite.

Hoje, ao caminhar, ao recordar o sofrimento de sua mãe, lembrou-se do sofrimento de muitas mães, ucranianas e russas que têm os seus filhos a combaterem-se de morte numa guerra que não lhes pertence. As mães ucranianas sofrem com medo de perder os seus filhos que combatem na defesa do seu país contra o invasor russo. Já muitas mães russas sofrem o medo de perderem os seus filhos que foram contrariados, obrigados, para aquela guerra de invadir um país vizinho. Mães que de um lado e do outro sofrem, choram, vivem em pânico com o medo de perderem os seus filhos. Claro que haverá muitas mães orgulhosas pelos seus filhos estarem a combater, a matarem-se inimigos que se tornaram uns e outros por ódios que não entende. Mas a lembrança dele é das mães que como a sua um dia sofreu um sofrimento que só as mães conhecem com medo de perderem os seus filhos que tanto amam, quando estes são mandados para a guerra, quando não foi para isso que elas geraram e criaram os seus meninos, os seus filhos feitos homens.

No histerismo propagandista que corre por cá, quem se lembrará que na Rússia também há mães e soldados que são contra aquela invasão dum país vizinho. Mães que sofrem como todas as outras mães cujos filhos são obrigados, contrariados, a irem combater numa guerra que não é deles. Quem se lembrará delas? 

 

22.03.15



Voltou ao hospital seu conhecido, agora com gestão pública. Já não é uma PPP. Pequenas diferenças, algumas melhores do que há seis meses atrás.

Sempre que vai tirar sangue para o controle semestral tem de aguardar, dependendo a espera dos casos e dos técnicos que tiram o sangue. Às vezes é rápido, outras demora mais. Às vezes os números de chamada no ecrã parecem não andar, outras vezes mudam de forma rápida. Não se aborrece. Sabe que é assim. Ainda bem que existe o SNS universal para todos e em especial para os que como ele trabalharam sempre em empresas privadas de pequena e média dimensão sem possibilidades de terem outra assistência que não seja a do regime geral do SNS. Não imagina o que lhe teria acontecido se não houvesse este SNS tão atacado injustamente por políticos e cidadãos defensores do liberalismo mais canibal.

É certo que a assistência prestada pelo SNS poderia e deveria ser muito melhor, mas, para que tal acontecesse o país teria de ser um outro país, mais solidário com os seus cidadãos, mais independente nas suas políticas económicas e sociais face à Europa bruxeliana neoliberal. Enfim teríamos de ser um povo diferente, com outro nível de educação cívica e política para usarmos o ato eleitoral com outra consciência de cidadania e não como o temos feito. 


22.03.14




 

A caça às bruxas no chamado mundo ocidental em especial o europeu, teve o tiro de início ao fim de uma semana de guerra fratricida entre russos invasores e ucranianos invadidos. 

É vê-los saudosos salazaristas, juntos com antigos revolucionários maoistas e marxistas-leninistas convertidos ao liberalismo mais liberal da boa vida burguesa, em acérrimas manifestações sejam de rua, sejam de terço católico apostólico romano ou de espetáculos com artistas convidados. Quase todos cegos contra o povo russo e não apenas contra o energúmeno ditador que está a frente dos destinos da Rússia com mão de ferro, como se a Rússia fosse hoje a antiga potência comunista que, para muitos destes atuais manifestantes, ensinava a comer criancinhas ao pequeno almoço.

O histerismo fruto de cálculos programados esta a fazer a sociedade portuguesa regredir aos tempos do século XVI. Um canal televisivo dominado pelo conservadorismo mais bolorento pede denúncias para as incluir nas suas emissões. “Autos de fé” adaptados à modernidade na comunicação social já existem fomentados por «justiceiros» da nossa triste Justiça. A democracia do politicamente correto cheira mal, está dia a dia apodrecendo. 

A classe política que nos governa não é apenas de compadrio mas também submissa aos fracos e maus liberais de Bruxelas, que por sua vez se curvam obedientes perante os agressivos falcões americanos, que não olham a meios para atingirem os seus fins de mandarem no Planeta. Em Bruxelas em vez de se estudarem e avançarem em alguns pontos de “federalismo” (força militar comum por exemplo), sempre aquela aristocracia liberal que lá se instalou é obediente concordante com as estratégias ditadas do outro lado do oceano, onde os falcões da industria da guerra escolhem e mandam, seja o Presidente republicano (conservador) ou democrata (liberal liberal). Para eles, falcões e presidentes, os que morrem de um lado e do outro da guerra são pequenas coisas necessárias que infelizmente têm de ocorrer para a vitória dos seus desígnios, tão importantes para a sua soberania sobre os outros povos. 

As famílias, as mulheres e crianças, que fogem da guerra deixando tudo para trás sem ideia do que as espera no final da linha, serão num futuro mais ou menos próximo um bom mercado para as suas organizações que atuam na Europa sob capa de ong's ou de caridade religiosa, poderem calmamente selecionar quer as crianças, quer as mulheres para as suas redes clandestinas, mas necessárias ao mercado de compra e venda. Tudo em nome da ajuda caridosa que o povo americano presta aos seus amigos europeus.


Que puta de vida esta, em que se sente impotente perante as mentiras desgraçadas que vendem aos incautos que só sobem mamar e beber nos ecrãs televisivos, quase todos eles alinhados com os agressivos falcões americanos, gente que se recusa a ler um pouco de história daquela região da Europa, daqueles povos, gente que se recusa a ouvir jornalistas independentes que felizmente ainda os há e desse modo poderem pensar um pouco sobre o perigo que estamos a viver.

Domingo de Carnaval (22:02.27)





Depois de terem almoçado a preceito de acordo com a tradição da terra, juntaram-se quatro amigos para se deslocarem a Segura afim de observarem o porquê de no sítio do Município o percurso pedestre "Rota das Minas" estar indisponível há dois anos.

Logo no início junto ao edifício onde deveria funcionar o “Centro Interpretativo da Biodiversidade Terras de Idanha” se verifica que independentemente do horário lá anunciado há muito que o mesmo tem as suas portas fechadas. Inaugurado no ano de 2013 para dar a conhecer à população e ao visitante não apenas a beleza natural dos poderosos canchais (montes de grandes blocos de granito), do imponente desfiladeiro do Rio Erges chamado “as fragas”, os magníficos afloramentos rochosos na Freiras junto à ponte cujos alicerces são romanos, mas também a riqueza da biodiversidade podendo-se observar grifos, abutre-preto, cegonha-preta, abutre-do-egipto e a águia-imperial-ibérica em extinção, está de portas fechadas, voltadas para o esquecimento.

Aquilo que em tempo o Município investiu, com dinheiros públicos, criando instalações focadas na disseminação do conhecimento do património cultural e da riqueza natural, podendo ser um importante fator para o desenvolvimento do turismo na aldeia, na agora União de Freguesias, está de portas fechadas, abandonado pela gestão atual do Município, mais interessada em outros temas com visualizações mais pessoais, do que na divulgação da história e da cultura desta esquecida e abandonada região fronteiriça do Rio Erges. Infelizmente não é única, já que na mesma margem do Rio mais a Norte, Salvaterra do Extremo se encontra em idênticas condições. Abandonadas à sorte das suas gentes que teimam em nelas resistir ao tão apregoado progresso consumista.

Tomado este apontamento, seguimos o percurso indicado quer no documento que alguns tinham em posse, quer nas indicações usuais para estes percursos. Ao passar junto à Fonte da Calçada vimos as obras da ETAR, esperemos que as mesmas sejam terminadas antes da próxima campanha eleitoral.

Alcançado o cruzamento que leva às ruínas da Lavandaria fomos visita-las. Em tempos existiu um placar que se supõe ter sido explicativo mas que a ação do tempo tornou ilegível. As ruínas da Lavandaria são só ruínas abandonadas sem sinal de qualquer preocupação pela sua manutenção.

Os caminhos ainda se encontram em mais ou menos bom estado até atravessarmos a Estrada Nacional em direção à mina de estanho, depois tudo se complica assim como a conservação da entrada da mina quase inacessível.


Visto e confirmado, o desleixo, o porque da “Rota das Minas” estar indisponível no sítio do Município, regressámos pela Estrada Nacional até ao ponto de partida onde tínhamos deixado o carro, junto ao abandonado “Centro Interpretativo da Biodiversidade Terras de Idanha”.


Se olharmos aos orçamentos e opções de investimento do Município e da União de Freguesias temos a certeza que a “Rota das Minas” em Segura não faz parte do pensamento cultural de quem governa o Município de Idanha a Nova. Quase que dá vontade de pensar que para os atuais políticos municipais a velhinha aldeia de Segura infelizmente para eles esta do lado de cá da fronteira, tal o abandono a que tem estado sujeita nestes últimos anos.


Já depois de escrever o que acima escrevi, vejo a notícia de que o Município de Castelo Branco disponibiliza APP com dez rotas para se conhecer o concelho. O mesmo partido político governa os dois municípios mas diferentes são as praticas e os objetivos da governação. Enquanto um, Castelo Branco, promove as suas rotas o outro, Idanha-a-Nova, abandona-as ao esquecimento.


Tudo Muda num instante nesta vida (22.03.12)

No início do mês publiquei um texto sobre a guerra que ocorre na Ucrânia e os motivos porque sendo contra a guerra, não tomo partido por nenhum dos líderes em confronto. Se Putin é um ditador energúmeno do pior, para mim Zelinsky, presidente ucraniano, não é nenhum santo, antes pouco difere do filho da puta do Putin. São dois seres que não deviam ser Presidentes de coisa nenhuma.

A acompanhar o texto publiquei duas fotos, uma de uma manifestação da extrema direita ucraniana com a esfinge do nazi Stepan Bandera, promovido a herói nacionalista pelos governos saídos do golpe conhecido por revolução laranja; a outra foto era do célebre batalhão Azov com os seus símbolos nazistas ostentando bandeiras nazis lado a lado como a bandeira da Nato.

De imediato a bandeira do Batalhão Azov desapareceu e fui avisado que estava suspenso por 29 dias, pelo motivo de publicar símbolos contrários ao funcionamento da organização. Passaram-me a “conta restrita, só eu posso ver o que publico”. Deixei de publicar e só partilho publicações com que me identifico.

Tentei publicar outras e de imediato lá vinha a informação de estar suspenso “conta restrita” . Entretanto, fotos e partilhas fazia sem que o "algoritmo da censura" interviesse.

Ao tomar conhecimento que o entendimento da empresa sobre os símbolos nazis mudou, desde que os mesmos sejam contra os russos, publiquei e pareceu-me que já não estava impedido, censurado. Engano meu. Logo depois veio o sinal de “conta restrita” por 19 dias.

Não vou mudar de opinião, face à censura facebookiana, os responsáveis desta guerra, invasor e invadido, não prestam, nenhum gosta da democracia como nós temos a felicidade de conhecer, ambos são flores carnívoras de quem não nos devemos aproximar quanto mais cheira-las.