domingo, 9 de junho de 2024

11.03.24

Ontem depois do jogo do Sporting, passeei a Sacha, jantámos e vim para dentro, continuar a ler sobre o pêndulo. Não liguei o computador e no aparelho de comunicação ia tomando nota do jogo do Benfica. A minha filha mais velha mandou-me mensagem sobre a noite eleitoral, o meu irmão à minha pergunta de como ia a noite respondeu-me muito depois que ia mal. Deitei-me, dormi calmamente e quando me levantei sereno continuei ao olhar nas primeiras páginas dos jornais os resultados da noite eleitoral validando deste modo o golpe de estado efetuado por gente sinistra do próprio aparelho de Estado.

Sou um tresmalhado e com o tempo que por mim passa mais longe da maioria me sinto. Não sou comunista, muito menos me considero esquerdista, sou republicano mais à esquerda que ao centro. Vou continuar o meu caminho, vou continuar a não ver televisão, mas vou andar atento ao que se passa, isto porque se com o golpe militar em 25 de Abril se instituiu a Liberdade e a Esperança num Portugal novo, no golpe militar de 25 de Novembro instituiu-se aquilo que designo como Nova Ordem Democrática onde se impôs uma nova classe política obediente e submissa aos interesses geoestratégicos americanos, para decorridos apenas dez anos após essa institucionalização da Nova Ordem Democrática em eleições os cidadãos deste meu país darem a primeira maioria absoluta parlamentar a um converso democrata, salazarista assumido, que não tendo a esperteza nem a sagacidade do velho de Santa Comba desperdiçou a oportunidade, não deixando contudo de ser um aviso do que mais tarde ou mais cedo acontecerá, o regresso em força dos saudosistas da ditadura salazarista apoiados num não desprezível eleitorado que veio de África aquando da independência das colónias com os seus filhos e netos que depois de cinquenta anos ainda vivem ressabiados com o glorioso 25 de Abril.

Agora a burguesia que se considera de cultura superior e se auto designa de esquerda vai carpir mágoas procurando nos outros as culpas dos seus desaires porque os seus amados chefes estão isentos de erros e culpas; a culpa será de novo dos antigos comunistas que agora votam nos “salazaristas cheganos”, porque eles gente culta que ascendeu à nobreza republicana é que sabem, é que conhecem os problemas do país, os anseios e dificuldades de vida do povo. A burguesia constituinte da nova nobreza republicana de cultura acima da média que encontrará todas as explicações para o desaire dos seus partidos, é a mesma burguesia que se mostrou incapaz de celebrar condignamente os quinhentos anos do nascimento de Luís Vaz de Camões por submissão e medo que se saiba mais da vida do grande poeta que no seu tempo de vida tanto incomodou a nobreza monárquica reinante e o clero ditatorial da santa Inquisição assassina ou seja a classe dominante de então mergulhada em cenas de corrupção. Terá a nova classe dominante da nobreza republicana receio de que seja verdade o ato indigno dos jesuítas queimarem em fogueira a obra dos Lusíadas julgando tratar-se do original tão perfeita era a cópia?

Votei e não me arrependo do meu voto, hoje e amanhã farei o mesmo. Por isso, por ser um tresmalhado do rebanho nesta eleição que num país sério de estado de direito nunca ocorreria, não me acho derrotado pelas escolhas dos outros cidadãos, lamento as escolhas mas derrotado não me sinto; há muito que se adivinhava, os vampiros saudosistas ortodoxos da velha ordem do Estado Novo só esperavam o aparecer de uma figura com carisma populista que soubesse mentir, aldrabar e acusar sem provas não olhando aos meios, porque a comunicação social há muita que na sombra eles a controlam estando garantido o seu constante apoio, não podendo ao mesmo tempo perderem a ocasião de terem com as mãos livres no Palácio cor-de-rosa em Belém o converso democrata cínico populista que tinha sido educado com todo o esmero pela antiga ordem do padrinho para poder continuar a liderar o país segundo os princípios da trilogia “Deus, Pátria e Família”.

Andam os cultos burgueses muito preocupados com quem votou no Chega esquecendo e ignorando o apoio que deram à eleição para um segundo mandato do pior presidente que a Nova Ordem Democrática gerou, porque é o inquilino do palácio o chefe da orquestra que irá por o seu sonho em ação, o de se tornar no diretor de orquestra para restaurar a velha ordem onde com esmero foi educado.

 

10.03.24

 

Nesta farsa do estado de direito democrático em que vive o rebanho chegou o dia em que os cidadãos vão às urnas validarem e confirmarem o golpe de estado de 7 de Novembro levado a cabo por figuras sinistras do aparelho do Estado, comandadas pelo cínico converso democrata educado com esmero pela ditadura do Estado Novo para poder continuar a trilogia “Deus Pátria e Família” sustentáculo da ditadura salazarista, mas que a maioria dos cidadãos do rebanho escolheu por duas vezes para inquilino do Palácio cor de rosa em Belém, onde como converso muitas foram as vezes em que ao arrepio do estipulado na Constituição da República, que jurou cumprir, invadiu áreas da governação assim como da própria vida do partido político para onde desertou aquando do 25 de Abril de 1974.


Já fui cumprir o meu DEVER de cidadão votando numa eleição que num verdadeiro estado de direito sério não deveria ter ocorrido.

O meu voto útil foi pelo sonho que Abril nos deu, pelo respeito que me merece o coletivo dos militares que nessa noite madrugada e manhã arriscaram a vida para darem ao nosso país um outro rumo de vida muito mais decente do que a vida miserável da ditadura instituída, votei pelo respeito que me tenho desde 1969 quando abri os olhos e abracei o sonho de um país novo e melhor para todos onde os ricos possam ser ricos e os pobres cada vez mais longe da pobreza, lembrando-me de andar pela calada da noite nos Olivais Sul a colocar na caixa de correio dos prédios o boletim de voto da oposição, pois o regime apenas distribuía o boletim de voto da Ação Nacional Popular marcelista, votei em consciência pelo modelo de sociedade consignado na Constituição da República Portuguesa, pelo reforço efetivo do nosso Estado Social nas suas vertentes Saúde, Educação, Segurança e modelo económico.


09.03.24

Neste tempo de falsas promessas, de festas partidárias, comícios e arruadas políticas para gáudio dos vários rebanhos, manadas e varas que gostam de seguir “o chefe”, a mim que não vejo televisão só me chegou o ruído das primeiras páginas dos jornais, de vídeos e mensagens que alguns amigos me enviaram sem que lhes desse resposta ao conteúdo das mesmas, assim como as publicações que fui vendo e lendo na rede social onde me mantenho.

Estas eleições eram perfeitamente escusadas, mas o sujo e porco golpe de Estado de 7 de Novembro elaborado por figuras gradas e sinistras ocupantes de cargos importantes do aparelho de Estado com a bênção do não menos cínico converso democrata ocupante do Palácio Cor de Rosa em Belém assim o fizeram na esperança de poderem relançar o país no caminho da restauração da velha trilogia do “Deus, Pátria e Família” como pilar da ditadura de miséria instituída pela Constituição de 1933, hoje na linguagem deles atualizada e travestida segundo os ditames dos neoconservadores e neoliberais defensores da morte do Estado Social Europeu como da mais pura e dura exploração que o capitalismo dito civilizado exerce sobre as gerações mais novas.

Amanhã irei logo depois do pequeno almoço votar, o meu voto útil é pelo sonho que Abril nos deu, pelo respeito que me merece o coletivo dos militares que nessa noite madrugada e manhã arriscaram a vida para darem ao nosso país um outro rumo de vida muito mais decente do que a miserável vida da ditadura instituída, irei votar pelo respeito que me tenho desde 1969 quando abri os olhos e abracei o sonho de um país novo e melhor para todos onde os ricos possam ser ricos e os pobres cada vez mais longe da pobreza, irei votar pelo modelo de sociedade consignado na Constituição da República Portuguesa, pelo reforço efetivo do nosso Estado Social nas suas vertentes Saúde, Educação e Segurança, Por tudo o meu voto útil, não sendo comunista, vai para a CDU, porque foi esta organização política que ao fazer umas contas em cima do joelho quando o perdedor A. Costa em 2015 dava os parabéns aos adversários “pafiosos”, viu o velho comuna que se o PS quisesse chegar a um acordo parlamentar com eles CDU e com o BE o destino do país poderia ser melhor do que aquilo que os incompetentes “pafiosos” tinham feito nos piores quatro anos de governação desta Nova Ordem Democrática. Depois dos melhores quatro anos de governação da mal designada “geringonça” o país voltou a conhecer em maiorias relativas e absolutas o mesmo PS liberal travestido de socialista, perfeitamente submisso aos interesses da seita que em Bruxelas, nomeada de acordo com os interesses americanos. nos governa com a firme missão de enfraquecer e destruir a Europa do velho Estado Social da Cultura, da Solidariedade e da Paz após 1945, preparando-a pela alienação difundida diariamente por uma comunicação social obediente à voz do dono sem contraditório para uma nova guerra que a acontecer lançará o caos sobre o planeta podendo mesmo terminar com a nossa espécie de Homo Sapiens. Daí o meu voto útil na CDU é também pelo bem das minhas netas e do meu neto.

 

03.03.24

 

O primo António, casado com a minha prima Olga enviou-me um vídeo sobre a campanha política que está em curso para a eleição de deputados à Assembleia da República de onde sairá a indigitação do futuro governo. Eles, os primos, são pelo menos simpatizantes do PSD, talvez mesmo militantes mas isso é assunto da sua vida que não me diz respeito, sendo o vídeo enviado contra o líder do PS com colagem ao tempo do Sócrates.

Desconhecem os meus primos, e muitos outros, que desde 25 de Outubro não vejo televisão, exceto os jogos de futebol do Sporting sem som, não vejo, não ouvi e não vou ouvir nada do que disseram e digam os políticos; a rádio como companhia de fundo é mais a Antena2 do que a 1. Sou um solitário tresmalhado, de política falo com o meu irmão e às vezes com as minhas filhas, o rebanho e a sua imensa maioria pode comer o que lhe põem à frente que pouco me importo, já não estou neste tempo, gosto mais da minha comida. Meu pai sempre dizia que em família não interessa a política, o que não é fácil de conciliar, mas tento respeitar.

No próximo dia 10 deste mês de Março depois do pequeno almoço irei à mesa de voto cumprir com o meu dever de cidadão. Irei votar pelo respeito que tenho aos militares de Abril, pelo respeito que me tenho desde que em 1969 abri os olhos e aprendi a ver a miserável ditadura que nos acorrentava o sonho, irei votar pelo cumprimento do projeto de sociedade consagrado na Constituição da República Portuguesa, pela defesa e aprofundamento do Estado Social, pelo que não sinto interesse em ver ou ouvir as promessas dos líderes políticos e seus charlatães de serviço.

Não é fácil este modo de viver a vida meio alheado do que dizem os arautos do regime desta Nova Ordem Democrática, não é fácil mas já levo quatro meses sem lhes dar ouvidos fazendo-me lembrar o tempo em que deixei de todo fumar cigarros; ao longo do período em que fui fumador sempre gostei mais do Português Suave sem filtro do que outras marcas de cigarros. É, nunca gostei de filtros que apenas iludem, escondem e pouco mais porque não evitam o mal.


02.03.24

 

Tempo incerto me rodeia. À minha fraca audição, chegam ruídos do que ocorre com a fragmentação política do rebanho. Todos prometem soluções mas raro é aquele que fala verdade. Os poderosos que nos parametrizam a forma de pensarmos a vida, que com seus fieis eunucos impõem o modelo económico dum liberalismo crescente têm necessidade de uma juventude sem cultura do conhecimento, onde o importante é o indivíduo no momento presente, porque só o individualismo lhe pode proporcionar o sucesso social, pouco importa as origens, o passado dos seus antepassados, a ética e a moral estão desatualizadas, foram ultrapassadas pelo sucesso económico da ostentação do ter ou mesmo do parecer ter. O indivíduo é o centro do mundo, o individualismo é o caminho do presente, a única maneira de garantir o seu bem estar, a felicidade do seu próprio ego, e isso só pode ser efetivo se o mercado na sua globalidade puder funcionar livre da ditadura que os Estados ainda exercem sobre os cidadãos e unidades económicas.

Por não ser esse o meu sentido de vida, tresmalhei-me para a outra margem da vida, preferindo seguir caminhando por trilhos e veredas cheias de espinhos e silvas agressivas. Felizmente já tenho mais de setenta e não irei ver o apogeu dessa sociedade tão publicitada de domínio da falácia que é a designada Inteligência Artificial como ferramenta fundamental do individualismo, necessária para que a parametrização das massas seja uma realidade que permita aos tais poderosos sem alma com os seus fiéis eunucos o poder sem limite, tudo devidamente mascarado de liberdade democrática.


(fotografia da internet)


25.02.24

Foi o dia 25 de Outubro o último dia que liguei a televisão. Liguei-a para ver o jogo de futebol entre o Sporting e os polacos do Raków para a Liga Europa. Faz então hoje quatro meses que vivo sem ver nem dar atenção ao que dizem, comentam e noticiam os assalariados televisivos, a exceção são os jogos do Sporting que vejo sem som. Quatro meses passaram e não sinto nem vontade nem necessidade de voltar a ter o comando do aparelho na mão. Bastam-me as páginas dos jornais diários e um ou outro artigo neles publicado, seguindo via Internet outras publicações jornalísticas, assim como a opinião de gente que gosto de ler na página da rede social onde ainda me mantenho. A rádio é a companhia de fundo dando atenção a programas específicos. A leitura de livros é o complemento essencial para continuar atento, vivo, pensante e sonhador. Mesmo com setenta e três anos o sonho comanda a vida, pelo que não desisto de lutar e sonhar. Continuo a ter saudades só do incerto futuro, do caminho percorrido até aqui guardo lembranças, recordações que mantenho vivas na minha memória para que não esqueça os erros assim como todas as coisas boas e agradáveis vividas ao longo do caminho que iniciei a meio do século passado.


Neste final de madrugada tenho tido a companhia da gatita Isís deitada ou sentada na secretária junto ao meu braço de olhos fechados que os abre mal sente que me preparo para a fotografar. As sete horas da manhã estão a chegar, vou-me preparar para sair com a Sacha na volta matinal de todos os dias sem descanso. Iremos preparados para a chuva anunciada. Saímos para a rua deserta, no céu cinzento as nuvens negras corriam sem deixarem que a água que as forma pudesse cair, fazendo nós a volta como saímos, à porta do prédio voltei a olhar o correr das nuvens e tal como na volta da noite de ontem os deuses estiveram comigo.

Tomei o pequeno almoço ouvindo a missa radiofónica, cuidei das plantas e preparei-me para ouvir o programa de todas as manhãs de domingo «O Amor É».



                (fotografia da internet)


20.02.24

 

O ruído da política passa nas avenidas da comunicação social. Não ouvi, nem irei ouvir. Não me interessam as promessas que apregoam, nem tenho medo do resultado que saia no dia 10 de Março, porque o governo que se formará em resultado do número de deputados “Sim-Chefe” na Assembleia da Republica irá continuar as políticas de vassalagem perante os liberais e neoconservadores que dominam os corredores do poder em Bruxelas.

Há muitos anos que alguns políticos eleitos se prostituem em Bruxelas como prostitutas de alta sociedade, querendo convencer-nos que para recebermos rios de dinheiro há que ceder às políticas ditadas por liberais e neoliberais, fazem-no por “pragmatismo”, para assim podermos ir cantando e rindo com bandeiras desfraldadas ao vento a caminho do incerto e desconhecido futuro sempre na cauda do pelotão com o carro de vassoura à vista, promovendo contudo uma falaciosa vida consumista onde a mentira tantas vezes difundida é aceite como verdade pela grande maioria do rebanho.

Estou mentalizado e preparado para mais um ciclo de diminuição do meu poder de compra, aguardando o resto sem entusiasmo.




07.02.24

 


Está a chegar ao fim mais uma estadia na casa dos meus pais, que fisicamente já cá não estão mas continuam presentes. Sendo este espaço oficialmente de conservatória e finanças a minha casa, será enquanto eu por cá andar a casa dos meus pais.
Ontem foi um dia meio estranho por não ter o acesso habitual ao meu telemóvel, no velho Asus tinha apagado contactos, mensagens e programas, inclusive os designados sítios de “rede social”, pelo que estou muito limitado no realizar telefonemas. Tenho de voltar a ter os contactos em papel, pois ainda não sou utilizador de “nuvens” como arquivo. Sei que os algoritmos espiões sabem mais do que eu de mim próprio mas estou-me nas tintas para essas inteligências que nunca irão entender os sonhos que comandam a vida de cada um de nós.
Mais uma vez vim com livros para ler e estudar que irão voltar como vieram, até ao sótão só fui para procurar ou guardar algumas coisas, tendo o arquivo das fotos aberto em cima da cama individual. Há sempre coisas a fazer no quintal ou nos chões, sem esquecer o limpar e fazer o comer, chegando à noite cansado com vontade de colocar o corpo na horizontal para descansar.


01.02.24

 

Não sou de guerras não sendo um pacifista.

Respeito a ação dos russos na defesa da população russófona na parte leste da Ucrânia, territórios que foram doados à República Socialista da Ucrânia por líderes soviéticos, na primeira metade do século vinte, doados à revelia das próprias populações russas que há muitos anos ali tinham as suas raízes de muitos antepassados.

Da guerra entre povos semitas no médio oriente, sou igualmente pela paz e pelo respeito uns dos outros, dizendo não ao fanatismo, não acreditando já ser possível a aplicação utópica de um território duas nações por a ideia não interessar aos fanáticos de ambos os lados e aos poderosos sem alma nem rosto que dominam as indústrias do armamento.

Não subscrevo apoios a partidos, nem a líderes partidários, todos mentem, uns mais do que outros, tenho o meu pensamento ideológico de republicano mais à esquerda que ao centro é já não dou para o peditório do voto útil, até porque eleição a eleição estas são cada vez menos livres, talvez apenas a eleição que se realizou ainda sob o controle de governo provisório tenha sido a única em que os partidos políticos e seus líderes estiveram mais perto da igualdade de condições; hoje, à moda da falsa democracia dos gringos americanos, também estas eleições não serão livres porque os partidos políticos não estão em pé de igualdade na comunicação social pública e privada.

Irei votar, a não ser que algo anormal me aconteça e me impeça de exercer esse dever de cidadão.

O mundo não irá terminar no dia dez de Março, no dia seguinte o país irá continuar a obedecer piedosamente a Bruxelas e no Palácio continuará como inquilino o converso democrata a exercer o seu cinismo populista.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

31.01.24

 

O primeiro mês do ano chega ao fim e com ele a vida continua fria, a esperança num mundo de vida mais decente não morre mas a besta negra vai ganhando forças ameaçando acabar com o tempo de vida ilusória. Nuvens negras artificiais povoam os céus informativos para alienarem as mentes que engrossam as hostes que reclamam o regresso ao passado.

Iludidos democratas e democratas iludidos arquivaram há muito princípios ideológicos do bem social, curvando-se perante o peso do capital liberal mascarado de capitalismo humanista, vendem-nos a ideia do pragmatismo acima da política. Iludidos, embriagados pelos donos do capital com a nova droga do “pragmatismo” trouxeram os países a um beco de saída estreita onde não cabem todos, incapazes de controlarem as nuvens negras artificiais que o falso capitalismo humanista criou para dominando a comunicação social nos parametrizar o pensamento e assim trazerem de novo a besta negra ao poder..

As covinhas na terra lavrada e semeada pelas pequenas aves para se espojarem libertando-se dos parasitas dizem-nos que se aproxima tempo de rutura.


A vida abre portas que nem sempre sabíamos que existiam