Neste tempo de falsas promessas, de festas partidárias, comícios e arruadas políticas para gáudio dos vários rebanhos, manadas e varas que gostam de seguir “o chefe”, a mim que não vejo televisão só me chegou o ruído das primeiras páginas dos jornais, de vídeos e mensagens que alguns amigos me enviaram sem que lhes desse resposta ao conteúdo das mesmas, assim como as publicações que fui vendo e lendo na rede social onde me mantenho.
Estas eleições eram perfeitamente escusadas, mas o sujo e porco golpe de Estado de 7 de Novembro elaborado por figuras gradas e sinistras ocupantes de cargos importantes do aparelho de Estado com a bênção do não menos cínico converso democrata ocupante do Palácio Cor de Rosa em Belém assim o fizeram na esperança de poderem relançar o país no caminho da restauração da velha trilogia do “Deus, Pátria e Família” como pilar da ditadura de miséria instituída pela Constituição de 1933, hoje na linguagem deles atualizada e travestida segundo os ditames dos neoconservadores e neoliberais defensores da morte do Estado Social Europeu como da mais pura e dura exploração que o capitalismo dito civilizado exerce sobre as gerações mais novas.
Amanhã irei logo depois do pequeno almoço votar, o meu voto útil é pelo sonho que Abril nos deu, pelo respeito que me merece o coletivo dos militares que nessa noite madrugada e manhã arriscaram a vida para darem ao nosso país um outro rumo de vida muito mais decente do que a miserável vida da ditadura instituída, irei votar pelo respeito que me tenho desde 1969 quando abri os olhos e abracei o sonho de um país novo e melhor para todos onde os ricos possam ser ricos e os pobres cada vez mais longe da pobreza, irei votar pelo modelo de sociedade consignado na Constituição da República Portuguesa, pelo reforço efetivo do nosso Estado Social nas suas vertentes Saúde, Educação e Segurança, Por tudo o meu voto útil, não sendo comunista, vai para a CDU, porque foi esta organização política que ao fazer umas contas em cima do joelho quando o perdedor A. Costa em 2015 dava os parabéns aos adversários “pafiosos”, viu o velho comuna que se o PS quisesse chegar a um acordo parlamentar com eles CDU e com o BE o destino do país poderia ser melhor do que aquilo que os incompetentes “pafiosos” tinham feito nos piores quatro anos de governação desta Nova Ordem Democrática. Depois dos melhores quatro anos de governação da mal designada “geringonça” o país voltou a conhecer em maiorias relativas e absolutas o mesmo PS liberal travestido de socialista, perfeitamente submisso aos interesses da seita que em Bruxelas, nomeada de acordo com os interesses americanos. nos governa com a firme missão de enfraquecer e destruir a Europa do velho Estado Social da Cultura, da Solidariedade e da Paz após 1945, preparando-a pela alienação difundida diariamente por uma comunicação social obediente à voz do dono sem contraditório para uma nova guerra que a acontecer lançará o caos sobre o planeta podendo mesmo terminar com a nossa espécie de Homo Sapiens. Daí o meu voto útil na CDU é também pelo bem das minhas netas e do meu neto.
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