segunda-feira, 10 de junho de 2024

26.03.24

 

Cumpri ontem cinco meses sem ver televisão com a exceção dos jogos de futebol do Sporting sem som, não só não me interessa o que dizem e propagandeiam os papagaios e catatuas sem penas televisivos, como me irritam o sistema nervoso.

Sinto que a minha saúde mental está mais serena sem os ouvir nem ver.

Leio as capas dos jornais e alguns artigos que neles se publicam. Ainda existem neles pequenas ilhas de gente séria mas a grande maioria, na minha insignificante opinião, são a “voz do dono”. Como não gosto de lacaios em boa hora decidi não pactuar com o que uns e outros dizem em quase uníssono.

Não me sinto nem mais nem menos do que os outros, sendo um quase nada de um velho sem velhice que viveu e vive a vida olhando e vendo o que não nos dizem nem nos mostram os senhores do poder e seus agentes, bobos e servos de serviço. Há quem se venda, outros atualizam-se, uns por meia dúzia outros por dúzia e meia de tostões ou por um “tacho” para o filho, neto, enteado ou aperfilhado sem esquecer a amiga dos amigos. A “cunha”, o “conhecimento”, um “bom padrinho”, não foram afetados pelo 25 de Abril, tremeram mas logo recuperarem importância no novo velho sistema de compadrio da sociedade sendo hoje mais sofisticados ao mesmo tempo que são descarados sempre cobertos com paleio democrático.


Se estivesse no meu canto num dia como o de hoje em que a chuva voltou assim como as baixas temperaturas, teria coisas úteis a fazer quer na pequena casa, quer no sótão ou mesmo no quintal onde imagino o tamanho das ervas e urtigas a crescerem livremente, já que a chuva este ano nos tem visitado agradavelmente. Mas como ainda estou nos arrabaldes da cidade grande, depois do passeio matinal com a Sacha a vida volta ao sedentarismo normal dos dias citadinos.

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