Foi o dia 25 de Outubro o último dia que liguei a televisão. Liguei-a para ver o jogo de futebol entre o Sporting e os polacos do Raków para a Liga Europa. Faz então hoje quatro meses que vivo sem ver nem dar atenção ao que dizem, comentam e noticiam os assalariados televisivos, a exceção são os jogos do Sporting que vejo sem som. Quatro meses passaram e não sinto nem vontade nem necessidade de voltar a ter o comando do aparelho na mão. Bastam-me as páginas dos jornais diários e um ou outro artigo neles publicado, seguindo via Internet outras publicações jornalísticas, assim como a opinião de gente que gosto de ler na página da rede social onde ainda me mantenho. A rádio é a companhia de fundo dando atenção a programas específicos. A leitura de livros é o complemento essencial para continuar atento, vivo, pensante e sonhador. Mesmo com setenta e três anos o sonho comanda a vida, pelo que não desisto de lutar e sonhar. Continuo a ter saudades só do incerto futuro, do caminho percorrido até aqui guardo lembranças, recordações que mantenho vivas na minha memória para que não esqueça os erros assim como todas as coisas boas e agradáveis vividas ao longo do caminho que iniciei a meio do século passado.
Neste final de madrugada tenho tido a companhia da gatita Isís deitada ou sentada na secretária junto ao meu braço de olhos fechados que os abre mal sente que me preparo para a fotografar. As sete horas da manhã estão a chegar, vou-me preparar para sair com a Sacha na volta matinal de todos os dias sem descanso. Iremos preparados para a chuva anunciada. Saímos para a rua deserta, no céu cinzento as nuvens negras corriam sem deixarem que a água que as forma pudesse cair, fazendo nós a volta como saímos, à porta do prédio voltei a olhar o correr das nuvens e tal como na volta da noite de ontem os deuses estiveram comigo.
Tomei o pequeno almoço ouvindo a missa radiofónica, cuidei das plantas e preparei-me para ouvir o programa de todas as manhãs de domingo «O Amor É».
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