Nestes dias chuvosos mais cinzentos que primaveris vivo semi-fechado no meu mundo, leio artigos de uns e de outros, leio livros e escrevo sentimentos, mas sinto a indiferença tomar conta de mim. Não foi este o modelo de vida com que sonhei, não foi para isto que tantos lutaram e outros morreram, mas é o que afinal os cidadãos escolheram, não tendo eu saberes para analisar e opinar sobre o tema do porque da escolha, olho para a história do meus país e até compreendo. Que fazer se o meu voto de tresmalhado apenas vale um cagagésimo de quase nada.
Resta-me nesta Páscoa e no tempo que há-de vir viver serenamente comigo em busca da Paz, não perder a esperança dos meus sonhos, porque dificilmente irei mudar já que burro velho não aprende lição nova. O dinheiro há de chegar para cumprir as minhas obrigações, cuidar do meu canto e viver serenamente cuidando de mim da minha cadela e gatita sem esquecer as velhas oliveiras.
O inexistente futuro já não me pertence.
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