segunda-feira, 10 de junho de 2024

31.05.24

 

Fiz sete meses no passado dia 25 que não vejo nem dou atenção ao que dizem ou vomitam as vozes dos donos amestrados em papagaios e catatuas sem penas que preenchem os ecrãs televisivos, a exceção são os jogos do Sporting sem som.

Vivo assim um tempo com mais espaço para ler, para continuar a aprender a pensar pela minha cabeça, ouvindo o que não nos dizem, vendo o que não nos mostram.

Leio alguns jornais sabendo que poucos são os jornalistas independentes que com espaço escrevem fora da corrente quase unânime que domina a comunicação social escrita, avida de presumíveis atos praticados por políticos que indiciem negociatas com amigos quando praticados por gente do centro esquerda que nos tem governado, muito diferente é a mesma comunicação social quando se trata de casos semelhantes que indiciem presumíveis atos lesivos ou trapaças lesivas do herbário público quando efetuados por gente e em benefício da direita política.

Quanto à famosa justiça o que é que podemos esperar depois do caso dos submarinos, sim o que é que se pode esperar de uma justiça que passou ao lado da Revolução de Abril? Isenção? Regressemos a Abril de 1974 quando muitos juízes no dia 24 de Abril atuavam nos Tribunais Plenários da miserável ditadura para no dia 26 recompostos do susto que o dia 25 lhes provocou, passarem muitos deles a democratas assumidos que apenas anteriormente julgavam e mandavam os presos opositores da ditadura para as masmorras de Caxias, Peniche e Tarrafal porque cumpriam a lei existente. Gente sem classificação.

A justiça nunca foi democrata porque na sua essência ela é o expoente dos interesses da classe dominante, daí a triste situação a que vamos assistindo cantando e rindo com os incumprimentos e trapaças dos que por lei deveriam pugnar pelo cumprimento do segredo de justiça.

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