segunda-feira, 10 de junho de 2024

11.05.24

 

Ao ler os títulos das primeiras páginas dos jornais, balancei. Há coisas que me custam acreditar serem possíveis, daí o ser um quase nada tresmalhado por não me enquadrar em nenhum dos grupos políticos que constituem o rebanho.

De nada me serve votar em contraciclo à maioria, irei contudo continuar a exercer a minha obrigação cívica mesmo que o meu voto seja nulo (já não irei votar em branco porque pode servir a algum júri mais desonesto, e, na política caseira desonestidade é regra). Na última campanha eleitoral que se seguiu ao golpe de Estado sujo de 7 de Novembro não ouvi nem vi nem li nada da propaganda que os partidos políticos fizeram e disseram, para agora continuar ausente ou ainda mais ausente na eleição para o Parlamento Europeu, órgão inútil pelo seu próprio estatuto no contexto europeu já que sendo o único órgão cujos parlamentares são eleitos por voto em sufrágio, não têm poder executivo, nem de intervenção nas políticas de uma Comissão que não é sufragada pelos europeus, sendo escolhida há muito em função de interesses exteriores à própria Europa. Como tem acontecido em eleições anteriores irão os partidos e políticos na sua campanha para o parlamento das mordomias atacarem-se com as políticas de roupa suja caseira e nada dirão sobre os problemas estratégicos da União para o futuro próximo, que União iremos ter? Uma federação criada nas costas dos europeus obediente aos interesses americanos? Ou uma confederação que respeite as diferenças entre os vários países e regiões, que seja independente dos diversos imperialismos, voltada para o bem estar dos europeus, recuperando o humanismo que após a II GG permitiu o progresso e o respeito gerando um período de paz entre si nunca antes conhecido?

Um título na capa do jornal Público levou-me a comprá-lo em papel. Tenho recuperado o velho hábito de ler o jornal. Com paciência li o que escrevem alguns ilustres da nossa praça, gente com quem não me identifico não deixando porem de acompanhar sendo a leitura do que escrevem necessária para o meu distanciamento deles e do rebanho onde são personagens escutados com atenção.

Depois dediquei mais tempo aos artigos sobre a forma como o Fundão está a olhar os imigrantes e a discussão sobre as contas e a dívida pública. Sobre estas e outras na minha atividade profissional ao longo dos anos aprendi que os resultados finais fabricam-se. Nos primeiros anos de trabalho um senhor engenheiro, pessoa de idade e muito saber, contou-me a história do industrial do norte que um dia chamou à sua presença, a advogado, o engenheiro da produção e o técnico de contas (hoje contabilista certificado), todos sentados na mesa de reunião lançou a seguinte questão, - dois mais dois quantos são?. O advogado pediu algum tempo para poder consultar jurisprudência porque a letra da lei pode não corresponder ao espírito do legislador. O engenheiro da produção homem de cálculos certos e eficazes pediu para poder verificar a tendência se o resultado seria bem o quatro ou teria algo mais na sua vizinhança quer a direita quer à esquerda. Por fim o técnico de contas, agora contabilista certificado, voltou-se para o industrial e perguntou-lhe quanto é que o senhor quer para o resultado?

Claro que a contabilidade da macro economia das contas publicas é diferente da contabilidade das empresas, mas factos modificativos sempre existiram nas contas que uns e outros apresentam e como vivemos um tempo onde a artificialidade impera nada dos esquemas presumivelmente utilizados pelo anterior governo é novo ou inovador.

Já o sucesso das políticas de integração adotadas pelo Município do Fundão deveriam ser estudadas e implementadas pelos outros Municípios da Beira Interior Sul, mas a mesquinhez dos políticos que por lá existem não augura complementaridade pois o Fundão é gerido pelo PSD e os municípios que o rodeiam são de gestão PS (Covilhã, Castelo Branco, Idanha a Nova e Penamacor).

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