domingo, 9 de junho de 2024

02.03.24

 

Tempo incerto me rodeia. À minha fraca audição, chegam ruídos do que ocorre com a fragmentação política do rebanho. Todos prometem soluções mas raro é aquele que fala verdade. Os poderosos que nos parametrizam a forma de pensarmos a vida, que com seus fieis eunucos impõem o modelo económico dum liberalismo crescente têm necessidade de uma juventude sem cultura do conhecimento, onde o importante é o indivíduo no momento presente, porque só o individualismo lhe pode proporcionar o sucesso social, pouco importa as origens, o passado dos seus antepassados, a ética e a moral estão desatualizadas, foram ultrapassadas pelo sucesso económico da ostentação do ter ou mesmo do parecer ter. O indivíduo é o centro do mundo, o individualismo é o caminho do presente, a única maneira de garantir o seu bem estar, a felicidade do seu próprio ego, e isso só pode ser efetivo se o mercado na sua globalidade puder funcionar livre da ditadura que os Estados ainda exercem sobre os cidadãos e unidades económicas.

Por não ser esse o meu sentido de vida, tresmalhei-me para a outra margem da vida, preferindo seguir caminhando por trilhos e veredas cheias de espinhos e silvas agressivas. Felizmente já tenho mais de setenta e não irei ver o apogeu dessa sociedade tão publicitada de domínio da falácia que é a designada Inteligência Artificial como ferramenta fundamental do individualismo, necessária para que a parametrização das massas seja uma realidade que permita aos tais poderosos sem alma com os seus fiéis eunucos o poder sem limite, tudo devidamente mascarado de liberdade democrática.


(fotografia da internet)


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